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Journal of Creation  Volume 26Issue 1 Cover

Journal of Creation 26(1):94–100
April 2012

One small Speck to Man: the evolution myth
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Macaquice genómica—estimativas de semelhança praticamente idêntica entre o ADN do ser humano e do chimpanzé reavaliadas utilizando dados omitidos

por Jeffrey Tomkins e Jerry Bergman

©Eric Isselée/ 123rf.com

chimp

Uma reapreciação da reivindicação frequente de que os genomas humano e do chimpanzé são praticamente idênticos relevou-se altamente questionável unicamente através de uma análise da metodologia e dos dados descritos num sortido de importantes publicações de investigação. As estimativas apresentadas de uma elevada semelhança entre sequências de ADN baseiam-se, principalmente, em amostras e/ou dados biológicos pré-selecionados. Os dados demasiado dissemelhantes para serem convenientemente alinhados foram geralmente omitidos, mascarados e/ou não apresentados. Além disso, dados relativos a espaçamentos de alinhamentos finais foram também muitas vezes descartados, inflacionando ainda mais as estimativas de semelhança finais. São estes processos altamente seletivos de omissão de dados, motivados pelo dogma darwinista, que produzem o valor de 98% de semelhança frequentemente apregoado para as comparações entre o ADN humano e do chimpanzé. Com base na análise de dados apresentados em diversas publicações, incluindo o frequentemente citado relatório do genoma do chimpanzé de 2005, é seguro concluir que a semelhança entre o genoma humano e do chimpanzé não é mais de ~87% idêntica e, possivelmente, não superior a 81%. Estas estimativas revistas baseiam-se em dados relevantes omitidos das estimativas de semelhança finais habitualmente apresentadas.


Vários relatórios de investigação recentes confirmam as conclusões acima referidas. Ao passo que a recente comparação do cromossoma Y entre o ser humano e o chimpanzé não se presta a uma estimativa de semelhança distribuída por todo o genoma, a extrema dissemelhança descoberta é um paradoxo insuperável do ancestral comum na evolução dos primatas porque é de longe o cromossoma menos variável do genoma humano. Por último, um relatório de investigação muito recente sobre a comparação em grande escala do genoma humano e do chimpanzé confirma, de forma espetacular, os dados apresentados neste relatório. O paradigma do antepassado comum do ser humano e do chimpanzé baseia-se, claramente, mais em mitos e propaganda do que em factos.

Uma reivindicação frequente é que o ADN dos chimpanzés (Pan troglodytes) e dos seres humanos (Homo sapiens) é cerca de 98% semelhante. Esta estimativa simplista e muito apregoada pode, efetivamente, envolver dois conceitos completamente separados. 1) Conteúdo genético (as contagens comparativas de tipos semelhantes de sequências codificantes presentes ou ausentes entre espécies diferentes) e 2) semelhanças entre os verdadeiros pares de bases de sequências de ADN em alinhamentos. Na maioria dos casos, o moderno paradigma da semelhança refere-se à investigação do alinhamento de sequências de ADN.

Os dados de sequências biológicas passam frequentemente por vários níveis de pré-seleção, filtragem e seleção antes de serem resumidos e discutidos.

Um dos principais problemas com a investigação geral no domínio da genética comparativa, tal como iremos mostrar, é que na maioria dos estudos existe uma grande quantidade de seleção prévia aplicada às amostras e dados biológicos disponíveis antes da realização da análise final. Só os dados mais promissores de um grupo maior’são geralmente extraídos para uma análise final. É evidente que’só podemos comparar aquilo que sabemos ser altamente comparável, caso contrário não existe comparação de sequências disponível na maioria dos casos. Os dados de sequências biológicas passam frequentemente por vários níveis de pré-seleção, filtragem e seleção antes de serem resumidos e discutidos. As regiões e os espaçamentos não alinháveis nos alinhamentos de sequências’são muitas vezes omitidos nos resultados finais ou o seu impacto é obscurecido. Tal como discutido abaixo, isto pode ser feito de várias formas e deve ser avaliado numa base caso a caso relativamente a cada estudo publicado.

Os primeiros estudos homem-chimpanzé utilizaram a cinética de reassociação

As estimativas iniciais de uma elevada semelhança entre o ADN do ser humano e do chimpanzé vieram de uma área de estudo chamada cinética de reassociação. Esses relatos iniciais alimentaram as primeiras reivindicações de luminárias evolucionistas’tão populares como Richard Dawkins, Professor de Oxford, que afirmou que “nós e os chimpanzés partilhamos mais de 99 por cento dos nossos genes.”1 Na altura, esta declaração era presunçosa, uma vez que os números de genes dos seres humanos e dos chimpanzés eram desconhecidos. As versões iniciais dos genomas humano e do chimpanzé só foram anunciadas em 2001 e 2005, respetivamente.2–5

Os supostos dados genéticos a que Dawkins se referia em 1986 eram uma estimativa indireta baseada na cinética de reassociação de ADN misto de seres humanos e de chimpanzés, não genes claramente definidos.1 Na cinética de reassociação, utiliza-se calor e/ou química para separar o ADN de cadeia dupla em cadeias simples. Quando se permite a reassociação do ADN de uma forma controlada, pode ser fracionado utilizando vários protocolos. Quanto mais lenta for a reassociação, mais complexo e denso em genes se pensa ser o ADN. Em geral, é possível recuperar três tipos de ADN: com elevado número de cópias (altamente repetitivo, pobre em genes), com baixo número de cópias (moderadamente repetitivo, baixos níveis de genes) e de cópia única (rico em genes). Para os estudos comparativos, a fração de ADN de cópia única é recolhida de duas espécies, misturada, desassociada e novamente reassociada para que o ADN do ser humano e do chimpanzé se possa recombinar. O nível de emparelhamento de bases complementares entre cadeias pode ser medido indiretamente através de vários métodos que medem indiretamente as taxas/níveis de reassociação.

A ressalva é que’só as frações de cópia única dos genomas humano e do chimpanzé foram utilizadas para obter as primeiras estimativas de semelhança. Os cientistas concentraram-se na fração de cópia única devido ao elevado conteúdo genético. No entanto, muitos genes encontram-se nas outras frações do genoma e foram assim deixados de fora da análise. Um outro problema é que atualmente sabe-se que praticamente todo o genoma é funcional em determinado aspeto e foi demonstrado que as regiões não codificantes proporcionam muitas funções de controlo essenciais e moldes de nucleótidos.6–8

A primeira reivindicação de 99% de semelhança, à qual Cohen chama “o mito do 1%”, foi feita em 1975 por Allen Wilson e Mary-Claire King utilizando a cinética de reassociação de ADN de cópia única.9 Outros estudos semelhantes apresentaram uma divergência média no ADN de cópia única de cerca de 1,5%, produzindo as citações amplamente disseminadas de 98,5% de semelhança entre sequências de ADN.10–12 Enquanto uma vasta maioria dos genomas humano e do chimpanzé foi de facto excluída na busca inicial para comparação do ADN, as supostamente elevadas semelhanças nas partes relativamente pequenas representadas por frações de cópia única surpreenderam os investigadores. O eventual consenso, na análise de Gibbons, foi que as diferenças drásticas entre a anatomia e o comportamento do ser humano e do chimpanzé se baseavam no pressuposto de que pequenas diferenças genéticas produzem enormes diferenças físicas.13

Investigação genómica—confirmação do mito

Estudos de investigação posteriores utilizando ADN sequenciado assentaram no dogma inicial da elevada semelhança estabelecido pela cinética de reassociação. Num artigo associado a este discutimos a possibilidade de um ”Padrão de Ouro” tácito, baseado em dogma, relativo à questão da semelhança entre o ser humano e o chimpanzé, ter sido estabelecido durante os estudos iniciais envolvendo a cinética de reassociação.14

Um artigo de revisão escrito pelo criacionista Todd Wood sobre a semelhança biológica entre o ser humano e o chimpanzé realçou e supostamente confirmou as reivindicações de semelhança evolutiva, mas ignorou as importantes questões bioinformáticas que rodeiam a omissão generalizada de dados e as análises seletivas.15 A revisão de Wood pouco fez para corroborar as reivindicações criacionistas de que os seres humanos foram criados singularmente à imagem de Deus em vez de estarem uns tantos pares de bases de ADN distantes de um chimpanzé. Por conseguinte, a atenção que vamos dedicar à semelhança entre sequências de ADN utilizará as mesmas publicações indicadas na revisão de Wood, além de vários outros artigos mais recentes. Os dados resumidos destes estudos, incluindo estimativas de semelhança ajustadas em função dos dados omitidos, são apresentados no quadro 1.

Quadro 1. Resumo dos artigos sobre a comparação entre o genoma do ser humano e do chimpanzé. Sempre que possível, utilizam-se dados omitidos dos alinhamentos relatados para produzir uma percentagem de identidade de ADN real.
Referência Bases genómicas totais analisadas Bases alinhadas Identidade de ADN relatada Identidade de ADN real*
Britten 2002 846,016 779,132 95.2% ~ 87%
Ebersberger et al. 2002 3,000,286 1,944,162 98.8% < 65%
Liu et al. 2003 10,600,000 (total para o ser humano, chimpanzé, babuíno e marmoset) 4,968,069 (homem-chimpanzé) 98.9% sem indels ?
Wildman et al. 2003 ~90,000 (exões de 97 genes) ? 98.4–99.4% ?
Chimp. Chrom. 22 Consort. 32,799,845 ? 98.5% excluindo indels 80–85% incluindo indels
Nielson et al. 2005 ? ? 99.4% regiões de genes selecionadas ?
Chimp. Seq. Consort. 2005 Genoma completo
(5X cobertura redundante)
2.4 Gb 95.8% 81%**
* Com base na quantidade de sequência de ADN omitida nos alinhamentos.
** Comparado com dados do Consórcio Internacional de Sequenciação do Genoma Humano (2004)—((.9577 x 2,4 Gb) / 2,85 Gb) x 100
? Não é possível calcular a percentagem de identidade real porque os dados não foram apresentados

Um dos primeiros artigos sobre a sequência de ADN do ser humano e do chimpanzé que apareceu no início do projeto do genoma do chimpanzé foi, talvez, um dos mais objetivos. Roy Britten, um dos pioneiros iniciais da cinética de reassociação do ADN, comparou a sequência genómica de cinco clones de grande inserto de ADN de chimpanzé (cromossomas bacterianos artificiais ou BACs16) com a sequência genómica humana utilizando um programa de computador atípico baseado em fortran que estava/não está à disposição do público.17 Estas cinco sequências de BAC de chimpanzé foram escolhidas porque eram as únicas então disponíveis.18 Geralmente, os investigadores escolhem BACs de base iniciais para a sequenciação genómica devido ao seu conteúdo de ADN de cópia única, o que os torna mais fáceis de montar e comparar com outras espécies. O comprimento total da sequência de ADN dos 5 BACs era 846.016 bases. No entanto, só 92% era alinhável com o ADN humano, pelo que as estatísticas finais apresentaram apenas 779.132 bases. Britten teve o mérito de incluir os dados de alinhamento sobre as inserções e deleções (indels) e apresentou uma semelhança entre o ser humano e o chimpanzé de ~95%. No entanto, um valor mais realista incluiria a sequência completa de alta qualidade dos cinco BACs, que é tão legítima como os indels nos alinhamentos; dando uma semelhança de ADN final de 87% (quadro 1). Ver figura 1, que ilustra graficamente o conceito de indels e substituições num alinhamento de pares entre duas sequências de ADN.

Figure 1.

Figura 1. Ilustração mostrando as ressalvas de um hipotético alinhamento de pares entre sequências homólogas de duas espécies diferentes (seq1 e seq2). A primeira ressalva é que, em quase todos os alinhamentos, existem partes de sequências comparadas fora das regiões alinhadas que’são geralmente omitidas, mas representam diferenças válidas. As inserções e deleções (indels) dentro dos alinhamentos representam a adição ou perda de uma sequência de ADN numa sequência em comparação com a outra. Os indels podem variar em tamanho de uma base única para milhares de bases. Às vezes’são tidos em conta nos alinhamentos e às vezes’são omitidos. As substituições’são bases que’são diferentes entre duas sequências e, na maioria dos casos, são incluídas nos resultados dos alinhamentos.

Outro estudo notável publicado por Ebersberger et al. no mesmo ano do artigo de Britten utilizou uma sequência do genoma do chimpanzé obtida a partir de fragmentos cortados aleatoriamente e escolhidos por tamanho na gama de 300 a 600 bases.19 Estas sequências de ADN foram alinhadas com uma versão inicial da montagem do genoma humano utilizando o algoritmo BLAT (Blast-Like Alignment Tool). Os investigadores escolheram dois terços da sequência total para análises mais pormenorizadas. Um terço da sequência do chimpanzé não alinhava com o genoma humano e foi descartado. A secção do artigo19 relativa aos métodos descreve a forma como o subconjunto de dados pré-selecionados foi ainda mais filtrado para se obterem apenas os melhores alinhamentos. Os dados resultantes foram então submetidos a várias análises comparativas que, para todos os efeitos práticos, são completamente desprovidas de sentido considerando o nível extremamente elevado de seleção, mascaramento de dados e filtragem aplicados. Não é de espantar que apresentem apenas uma diferença de 1,24% apenas em áreas alinhadas altamente semelhantes entre o ser humano e o chimpanzé. Uma semelhança entre sequências mais realista, baseada nos próprios números dos investigadores relativos apenas aos dados descartados’só nos alinhamentos, não é superior a 65% (quadro 1).

Pouco tempo depois destes artigos iniciais sobre a comparação entre o ser humano e o chimpanzé, surgiu rapidamente uma tendência preocupante. Essa tendência passava por se apresentarem apenas os resultados de alinhamentos finais e por se omitirem os pormenores específicos da forma como esses dados eram filtrados, mascarados e selecionados. Dados essenciais para permitir aos leitores atentos dos artigos sobre a semelhança entre o ser humano e o chimpanzé calcular uma semelhança geral mais precisa, começaram a ser omitidos de forma consistente. Por exemplo, Liu et al. relataram o alinhamento da sequência genómica humana com o chimpanzé, o babuíno e o sagui.20 Foram omitidas informações importantes relativas ao conjunto inicial de sequências e a dados específicos para os alinhamentos. Indicam apenas que utilizaram uma quantidade total de 10,6 Mb de sequência para todas as espécies combinadas. A sua estimativa de semelhança sobre o alinhamento final, omitindo indels e áreas não alinhadas, foi 98,9%. Nós determinámos um valor de 95,6% para os alinhamentos, Incluindo indels, semelhante à investigação de Britten. Foi impossível avaliar dados importantes fora das áreas alinhadas devido aos dados omitidos da sequência.

Outra tendência preocupante é que, muitas vezes, só se utilizam sequências codificantes da proteína altamente conservadas (exões) para relatar a semelhança distribuída por todo o genoma. Sabemos agora que as sequências não codificantes da proteína, que incluem mais de 95% do genoma, são essenciais para todos os aspetos da genética e da função do genoma.8 Típico da tendência de alinhar apenas sequências exónicas, Wildman, et al. relataram um estudo que comparava apenas as regiões codificantes da proteína de 97 fragmentos de exões do ser humano e do chimpanzé para um total de 90.000 bases.21 Os exões pré-selecionados baseavam-se no facto de se encontrarem presentes tanto nos seres humanos como nos chimpanzés e de já se saber que eram altamente alinháveis. Devido a estas questões tendenciosas e à falta de pormenor nos materiais e nos métodos, é impossível chegar a uma estimativa válida dos dados omitidos e da semelhança real neste caso (quadro 1).

Em 2004, Watanabe et al. utilizaram várias bibliotecas BAC para selecionar clones para sequenciação de ADN representando o cromossoma 22 do chimpanzé.22 A sequência foi então comparada à sua homóloga humana semelhante. Mas com a limitação de que os clones BAC individuais de chimpanzé só foram selecionados se cada um deles contivesse 6 a 10 marcadores de ADN humano. Mais uma vez, temos uma ocorrência inicial de pré-seleção tendenciosa. Neste caso, acontece antes mesmo de os dados da sequência de ADN serem criados. Infelizmente, nem o artigo nem as informações complementares apresentam estatísticas gerais essenciais do alinhamento de ADN. Os autores indicam uma taxa de substituição nucleotídica de 1,44% nas áreas alinhadas, mas não apresentam estimativas de semelhança para incluir os indels. Embora os indels sejam omitidos da semelhança de alinhamento, os autores indicam que existiam 82.000 e apresentam um histograma que mostra graficamente a distribuição por tamanho com base em agrupamentos de dados binados. Estranhamente, não foram apresentados dados relativos ao tamanho médio de indels ou ao comprimento total de indels. De forma idêntica, o número de espaçamentos de sequências foi indicado, mas nada sobre o tamanho cumulativo dos espaçamentos. Apesar do facto de estarem a ser comparadas regiões cromossómicas ortólogas supostamente bem sequenciadas, os dados específicos que permitiriam calcular semelhanças de ADN gerais estão manifestamente ausentes. Com base numa estimativa utilizando os limitados dados gráficos apresentados relativamente às substituições de base e aos indels, é possível inferir uma estimativa aproximada e bastante conservadora de cerca de 80 a 85% de semelhança geral (quadro 1).

Um dos mais ambíguos de todos os estudos sobre o ser humano e o chimpanzé foi publicado por Nielson et al.23 Mantendo a tendência de obscurecimento estabelecida, só foram utilizados exões altamente conservados e não foram apresentados dados que permitissem calcular qualquer tipo de semelhança geral real. Do número total inicial de sequências de genes existentes na análise (20.361), os investigadores decidiram deitar fora 33% (6.630) naquilo a que chamaram ambiguamente um “controlo de qualidade muito conservador”. Por outras palavras, um terço dos dados iniciais dos chimpanzés não alinharam com os dos seres humanos e portanto foram deitados fora. De facto, nunca foram apresentados dados reais para se poder avaliar os dois terços finais de dados do chimpanzé que foram comparados. Os autores relatam apenas uma divergência de substituição de sequência para além de “locais silenciosos”. Estes “locais silenciosos” são as áreas em que os dados foram deitados fora; representam locais em que a variação genética supostamente exibe pouco ou nenhum efeito no funcionamento do genoma. Trata-se de uma pressuposição falível que está a ser examinada devido ao facto de estar atualmente provado que a maioria das partes não codificantes do genoma’são funcionalmente ativas. Os dados relativos a importantes diferenças nos indels também foram completamente omitidos. Infelizmente, não foram apresentados dados suficientes neste relatório altamente obscuro para se poder obter sequer um cálculo aproximado da semelhança.

Dados preliminares aproximados de montagem do genoma do chimpanzé—81% de semelhança?

O principal marco no que diz respeito à publicação de comparações entre o genoma do ser humano e do chimpanzé foi o artigo de 2005, publicado na Nature, da autoria do Consórcio Internacional de Sequenciação do Genoma do Chimpanzé.4 Infelizmente, esse artigo seguiu a tendência previamente estabelecida em que a maioria dos dados comparativos era apresentada num formato altamente seletivo e obscuro e as informações pormenorizadas sobre os alinhamentos se encontravam ausentes. A maioria do artigo tratava, principalmente, de várias análises evolutivas hipotéticas relativas a várias taxas de divergência e forças seletivas. Por conseguinte, a questão fundamental da semelhança geral foi cuidadosamente evitada.

No entanto, com base nos números apresentados no artigo sobre o genoma do chimpanzé, é possível determinar uma semelhança geral aproximada do genoma entre seres humanos e chimpanzés através da inclusão de informações concomitantes publicadas pertencentes ao projeto do genoma humano. No que diz respeito ao alinhamento geral, os autores afirmam: “Os melhores alinhamentos recíprocos ao nível dos nucleótidos dos genomas do chimpanzé e do ser humano cobrem ~2,4 gigabases (Gb) de sequência de alta qualidade”.24 Nesta altura, estimava-se que a montagem eucromática humana estivesse 99% completa a 2,85 Gb e tivesse uma taxa de erro de 1 em 100.000 bases.25 Os autores do artigo sobre o genoma do chimpanzé afirmam: “As diferenças de indels entre os genomas totalizam portanto ~90 Mb. Esta diferença corresponde a ~3% de ambos os genomas e eclipsa a diferença de 1,23% resultante de substituições de nucleótidos.”26

Resumindo, apenas 2,3 Gb de sequência do chimpanzé alinharam com o genoma humano altamente preciso e completo (2,85 Gb), uma operação que incluiu o mascaramento de sequências de baixa complexidade. Relativamente à sequência do chimpanzé que alinhou, os dados relativos às substituições e indels indicam 95,8% de semelhança, um valor tendencioso que exclui as regiões mascaradas. Utilizando estes números, uma estimativa geral do ADN do chimpanzé comparado com o ser humano produz uma estimativa conservadora de semelhança distribuída por todo o genoma de 80,6%. Em 2005, obtivera-se uma cobertura de redundância de cinco vezes do genoma do chimpanzé, que deveria ter representado mais de 95% da sequência geral.

O relatório de Wood apresenta uma análise que tenta validar toda a montagem do genoma do chimpanzé feita em 2005.27 A comparação de Wood entre o ser humano e o chimpanzé utilizou sequências de aminoácidos deduzidas de ortólogos de genes já conhecidos como sendo semelhantes e, portanto, alinháveis. As comparações de aminoácidos proteicos entre sequências codificantes de ortólogos conhecidos traduzidas eletronicamente não’são um indicador preciso de semelhança entre sequências de ADN distribuídas por todo o genoma. Ortólogos’são genes em espécies diferentes que se presume terem evoluído a partir de um gene ancestral comum, principalmente porque’têm a mesma função e uma sequência semelhante em ambas as espécies. As comparações de aminoácidos entre uma sequência codificante traduzida eletronicamente, de ortólogos conhecidos, também não’são um indicador preciso de semelhança entre sequências distribuídas por todo o genoma, porque menos de 5% do genoma humano contém efetivamente uma sequência codificante de proteínas. Um outro problema relacionado com a utilização de proteínas geradas eletronicamente para comparações é realçado pelo facto de uma maioria dos genes de mamíferos passar por alternativas de locais de início/paragem de transcrição e translação, mecanismos múltiplos de excisão (splicing) de exões, segmentos codificantes de ARN de regulação intragénica, elementos de facilitação e muitas outras características complexas de splicing transcricional do código.28,29 À luz do nosso conhecimento atual da forma como o genoma funciona efetivamente, a abordagem antiquada de utilização de sequências de proteínas nucleares deduzidas eletronicamente para comparações intergenómicas tem de ser seriamente reconsiderada tanto pelos evolucionistas como pelos criacionistas.

O paradigma homem-chimpanzé começa a desmoronar-se

Na sequência do resumo de Wood 15 de alguns dos principais artigos envolvidos no mito da semelhança homem-chimpanzé, surgiram vários relatórios importantes que questionaram o dogma do paradigma evolutivo homem-primata. O primeiro foi um estudo de Ebersberger et al., no qual foi utilizado um grande grupo de sequências genómicas do ser humano, do chimpanzé, do orangotango, do macaco-rhesus e do gorila para construir filogenias (alinhamentos múltiplos analisados em formato de árvore evolutiva).30 O grupo original de sequências de ADN passou efetivamente por vários níveis de seleção para as pré-analisar, reduzir e filtrar de modo a obter o máximo alinhamento. Em primeiro lugar, foi selecionado um conjunto de 30.112 sequências que partilhavam a homologia (sobreposição de semelhança) entre as cinco espécies. Estas sequências foram alinhadas e apenas aquelas que produziram ≥ 300 alinhamentos de bases foram retidas para outra’série de alinhamentos, e apenas as sequências que produziram probabilidades estatísticas superiores > 95% foram utilizadas na análise final. Este processo de filtragem removeu mais de 22% de sequências homólogas pré-selecionadas já conhecidas. Apesar de toda esta filtragem de dados concebida para produzir as árvores e alinhamentos evolutivos mais favoráveis, os resultados não revelaram nenhum caminho claro de ancestralidade dos seres humanos com os chimpanzés ou qualquer dos grandes’símios. O que surgiu foi um verdadeiro mosaico de sequências únicas de ADN de seres humanos e de primatas; pondo de parte qualquer caminho claro de ancestralidade comum. Talvez o melhor resumo da investigação se encontre nas palavras do próprio autor.

“Relativamente a cerca de 23% do nosso genoma, não partilhamos nenhuma ancestralidade genética imediata com o nosso parente vivo mais próximo, o chimpanzé.

“Assim, em dois terços dos casos, o resultado é uma genealogia na qual os seres humanos e os chimpanzés não’são os parentes genéticos mais próximos entre si. As correspondentes genealogias’são incongruentes com a árvore das espécies. De acordo com as provas experimentais, isso implica que não existe tal coisa como uma história evolutiva única do genoma humano. Em vez disso, ela assemelha-se a uma manta de retalhos de regiões individuais a seguirem a sua própria genealogia.”31

Os autores acrescentam que a falta de corroboração no que diz respeito a uma árvore evolutiva consistente e clara entre os seres humanos e outros primatas se deve à “inclusão de alinhamentos sem um sinal filogenético claro”32, uma afirmação significativa considerando que eles utilizaram níveis extremamente elevados de filtragem e seleção de dados concebidos para proporcionar enormes níveis de “sinais filogenéticos”.

A grande surpresa: cromossoma Y

Um dos relatórios mais prejudiciais para o dogma, a aparecer nos últimos anos, é a comparação do cromossoma Y entre os seres humanos e os chimpanzés.33 Neste estudo, a região masculina específica (MSY), uma grande região do cromossoma Y, foi comparada entre o ser humano e o chimpanzé. Para o fazer, foi necessário efectuar uma quantidade razoável de ressequenciação devido ao facto de a sequência do chimpanzé nesta área estar fragmentada e incompleta. O resultado final foram 25.800.000 bases de sequência do cromossoma Y do chimpanzé altamente precisa distribuída entre oito segmentos contíguos. Quando comparado com o cromossoma Y humano, as diferenças revelaram-se enormes. Segundo afirmam os autores: “Cerca de metade da sequência dos amplicões do chimpanzé não tem uma contrapartida homóloga alinhável na MSY humana e vice-versa.”34 A sequência dos amplicões contém unidades repetitivas elaboradas (chamadas palíndromos) cuja leitura é a mesma, quer se faça da esquerda para a direita, quer da direita para a esquerda. Dispersas dentro destes palíndromos estão famílias de genes que’são expressas principalmente nos testículos masculinos. Não’só falhou o alinhamento de 50% deste tipo de sequência entre o ser humano e o chimpanzé no cromossoma Y, como os seres humanos tinham mais do dobro dos genes totais (60 no ser humano vs 25 no chimpanzé). Houve também três categorias completas de genes (famílias de genes) encontradas nos seres humanos que nem sequer estavam presentes nos chimpanzés. Relativamente a esta grande diferença no conteúdo genético, os autores observam o seguinte: “Apesar da estrutura elaborada da MSY do chimpanzé, o seu repertório genético é consideravelmente menor e mais simples do que o da MSY humana”35 e “a MSY do chimpanzé contém apenas dois terços dos genes distintos ou famílias de genes da MSY humana, e apenas metade das unidades de transcrição codificantes de proteínas.”35

Além destes genes de tipo distintamente masculino, houve outras áreas caracterizadas que continham genes que foram rotulados como "X degenerados”, um termo algo enganador baseado na hipótese de que os genes X degenerados’têm homólogos no cromossoma X feminino a partir do qual, como reclamam os evolucionistas, evoluíram. Uma comparação das regiões dos genes X degenerados entre os seres humanos e os chimpanzés mostrou também diferenças distintas em termos de organização e localização para além de diferenças no conteúdo genético. Efetivamente, os seres humanos’têm três tipos (classes) de genes X degenerados que nem sequer estão presentes nos chimpanzés.

Além das grandes diferenças em conteúdo genético entre as regiões MSY do ser humano e do chimpanzé, as diferenças estruturais gerais eram enormes. Tome nota de alguns dos comentários adicionais dos autores:

“Além disso, as sequências de MSY retidas em ambas as linhagens foram extraordinariamente submetidas a rearranjos: a comparação dot-plot dos cromossomas completos das MSYs do chimpanzé e do ser humano revela diferenças acentuadas na estrutura bruta.

“As regiões de amplicões do chimpanzé são particularmente maciças (44% maiores do que nos seres humanos) e de arquitetura elaborada, com 19 palíndromos (comparados com oito no ser humano) e reflexo elaborado das sequências de nucleótidos entre os braços curto e longo do cromossoma, uma característica que não se encontra na MSY do ser humano.

“Dos 19 palíndromos do chimpanzé, só 7 se encontram também na MSY do ser humano; os outros 12’são específicos do chimpanzé. Contrariamente à MSY do ser humano, quase todos os palíndromos da MSY do chimpanzé existem em várias cópias.”34

A grande diferença tanto nos arranjos estruturais de características de ADN únicas como no conteúdo genético descritas no estudo do cromossoma Y é particularmente prejudicial para os mitos da semelhança entre o ADN do ser humano e do chimpanzé e para o dogma da evolução dos primatas. Efetivamente, os autores notam de forma chocante que considerando “ … 6 milhões de anos de separação, a diferença do conteúdo genético da MSY no chimpanzé e no ser humano é mais comparável à diferença do conteúdo genético autossomático na galinha e no ser humano, com 310 milhões de anos de separação.”35

O principal problema com estas diferenças drásticas entre os cromossomas Y do ser humano e do chimpanzé é que o dogma evolucionista não consegue justificá-las.

O principal problema com estas diferenças drásticas entre os cromossomas Y do ser humano e do chimpanzé é que o dogma evolucionista não consegue justificá-las. Um grande estudo da variação genética do genoma humano revelou que o cromossoma Y era excecionalmente estável e tinha cinco vezes menos variação genética do que os autossomas.36 Estes dados fazem todo o sentido porque o cromossoma Y não tem nenhum homólogo semelhante no genoma e a sua recombinação com o cromossoma X é muito reduzida durante a meiose. Considerando esta falta de recombinação e a diversidade de sequências no cromossoma Y, o modelo de evolução dos primatas depara-se com um’sério problema, porque os cromossomas Y do ser humano e do chimpanzé deviam ser consideravelmente mais semelhantes entre si. Os evolucionistas consideram os elevados níveis de variação da sequência de ADN como indicadores positivos de locais no genoma que evoluem rapidamente. Por conseguinte, o cromossoma Y devia ter assinaturas de tal atividade visto ser’tão acentuadamente diferente do chimpanzé, mas não tem. Em vez disso, parece ser muito estático e estável, com muito poucas diferenças estruturais e pouca diversidade de sequências entre os machos humanos a nível mundial. A estabilidade comprovada do cromossoma Y em comparação com o resto do genoma humano, associada às grandes diferenças entre o ser humano e o chimpanzé, é um enigma insuperável para o paradigma do ancestral comum entre o ser humano e o chimpanzé.

Alguns casos de elevada semelhança poderão dever-se a contaminação

Outro fator a considerar no debate sobre a semelhança entre o ser humano e o chimpanzé é que alguns casos de elevada semelhança entre sequências poderão dever-se a contaminação. Não’só é a montagem do genoma do chimpanzé ainda baseada em grande parte na estrutura genómica humana, como também parece agora que a vasta contaminação de bases de dados de não-primatas com ADN humano é um grave problema que, em certos casos, pode chegar mesmo a atingir os 10%.37 A contaminação humana resulta do processo de clonagem de fragmentos de ADN no laboratório para sequenciação, em que células humanas transportadas pelo ar vêm da tosse, dos espirros e do contacto físico com dedos contaminados. A deteção e caracterização da contaminação por ADN humano em bases de dados de primatas poderia ser um empreendimento difícil e altamente subjetivo devido ao dogma superior da evolução dos primatas. É também de notar que o genoma do chimpanzé foi sequenciado durante o período de tempo em que a vasta contaminação com ADN humano não foi devidamente exposta. O problema da contaminação é também agravado devido à utilização da estrutura humana para a montagem e anotação da sequência do chimpanzé.

De facto, a contaminação é não’só possível através de erro de laboratório, como é introduzida de propósito durante a montagem e anotação do genoma do chimpanzé com base no dogma darwinista. Num recente site da Internet na base de dados Ensembl (projeto conjunto de bioinformática entre o EMBL-EBI e o Wellcome Trust Sanger Institute), uma página intitulada “Chimp Genebuild” dá as seguintes informações relativamente a uma das formas pelas quais o genoma humano é utilizado como guia para a montagem e anotação do genoma do chimpanzé:

“Devido ao pequeno número de proteínas (muitas das quais alinhadas na mesma localização), foi adicionada uma camada adicional de estruturas de genes por projeção de genes humanos. A anotação de alta qualidade do genoma humano e o elevado grau de semelhança entre os genomas do ser humano e do chimpanzé permitem-nos identificar genes no chimpanzé por transferência de genes humanos para a localização correspondente no chimpanzé.

“Os transcritos codificantes de proteínas das estruturas dos genes humanos’são projetados através da WGA [montagem do genoma completo] sobre os cromossomas no genoma do chimpanzé. Pequenas inserções/deleções que perturbam o quadro de leitura dos transcritos resultantes’são corrigidas inserindo intrões de ‘frameshift’ na estrutura.”38

Não’só é o genoma do chimpanzé montado utilizando o genoma humano como ferramenta, como se admite a existência de contaminação pela sequência humana uma vez que foi eletronicamente adicionada para preencher putativas sequências do chimpanzé em falta. Com base no mito e no dogma de que o ADN humano é supostamente quase idêntico ao do chimpanzé, introduziram-se bocados e pedaços de ADN humano nos espaçamentos e regiões do genoma do chimpanzé, fazendo-o parecer mais humano. Em resultado, ao fazer download da sequência do genoma do chimpanzé montada e anotada para um estudo independente, o investigador não tem uma sequência do chimpanzé 100% imparcial, como frequentemente se presume. Em vez disso, existe uma manta de retalhos de sequência do ser humano e do chimpanzé colada, alinhada e orientada com base no genoma humano.

Conclusão — ADN humano e do chimpanzé afinal não’são’tão semelhantes assim

O genoma do chimpanzé no seu estado final anotado e montado é, claramente, um produto tendencioso. Além disso, quase todos os relatórios de investigação sobre a semelhança entre o ADN do ser humano e do chimpanzé omitem quantidades significativas de dados que não alinham ou representam espaçamentos na sequência. Efetivamente, um número significativo de artigos nem sequer inclui dados suficientes para permitir a um leitor independente a capacidade de contabilizar a quantidade de dissemelhança original que existia antes de serem apresentados os números finais, altamente filtrados. No que diz respeito a uma estimativa da semelhança entre o genoma do ser humano e do chimpanzé a partir de dados apresentados (mas muitas vezes enterrados) em relatórios publicados, é seguro afirmar que não é mais de 81 a 87% e muito possivelmente inferior.

Corroborando esta conclusão, um projeto de investigação em grande escala de comparação entre o genoma humano e do chimpanzé foi recentemente publicado numa revista separada.39 Este estudo fundamenta e confirma totalmente os dados apresentados neste relatório. Nesse estudo, o autor, Tomkins, relata os dados de alinhamento de pares de 40.000 sequências genómicas aleatórias de chimpanzé em comparação com quatro versões diferentes do genoma humano utilizando o algoritmo blastn corrido em 30 combinações de parâmetros diferentes. Este esforço produziu um total de 1,2 milhões de tentativas de alinhamentos — 4,8 milhões se contabilizarmos as quatro montagens diferentes do genoma humano. Excluindo os dados relativos à grande quantidade da sequência do chimpanzé que não alinhou, Tomkins relatou uma estimativa muito conservadora da semelhança entre o ADN do ser humano e do chimpanzé apenas nas regiões alinhadas de 86 a 89% (em função dos parâmetros do algoritmo). Os resultados deste estudo extenso e muito objetivo indicam, inequivocamente, que os genomas humano e do chimpanzé são pelo menos 10 a 12% menos idênticos do que frequentemente se reclama. O paradigma do antepassado comum do ser humano e do chimpanzé, que reivindica um conteúdo de ADN praticamente idêntico, baseia-se, claramente, mais em mitos e propaganda do que em dados factuais reais.

Referências

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    39. Tomkins, J.P., Genome-Wide DNA Alignment Similarity (Identity) for 40,000 Chimpanzee DNA Sequences Queried against the Human Genome is 86–89%, Answers Res. J. 4:233–241. Retornar.

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