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Creation  Volume 18Issue 2 Cover

Creation 18(2):20–23
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Cães Produzindo Cães?

Isso não é evolução!

por Don Batten

Museus, escolas, colégios e cursos universitários em biologia enfatizam a variação como sendo parte de um tipo de “evidência” para a evolução. Por exemplo, o Museu de História Natural de Londres diz que a procriação de cães demonstra evolução. Presumivelmente tudo o que você deve fazer é reproduzir cães por longo tempo e você obterá algo que não é um cão–algo que é basicamente diferente. Para os que não estão a par do assunto isso pode parecer convincente–afinal, há muitas e variadas espécies de cães. De qualquer modo, a evidência de procriação e a genética atualmente’são um enorme problema para o evolucionismo. Apesar de muitas raças e da geração de muitas variedades de cães, de chihuahuas a cães dinamarqueses, cães ainda’são cães. Cães sempre produziram somente cães. Rosas sempre produziram somente rosas.

Different dogs

Como biólogo com Ph.D. em fisiologia vegetal e uma experiência de mais de 20 anos de pesquisas, incluindo a reprodução de árvores frutíferas, creio que a genética é um dos maiores problemas para os evolucionistas. Por quê? Porque não há mecanismo para a aquisição de características novas, mais complexas nos seres vivos. Não há meios de gerar uma nova informação genética necessária. Evolução de micróbios a seres humanos reclama tal mecanismo.

Um recente recenseamento em estudantes antes e depois de um curso de genética na Central Michigan University (EUA) mostrou que o número de estudantes crentes em evolução declinou de 81% antes do curso para 62% depois, embora o curso tenha sido quase que certamente lecionado de uma perspectiva evolucionista.1 Se o curso foi lecionado sem a inevitável tendência evolucionista, a mudança de postura acerca do criacionismo nunca foi’tão forte!

1. Porcos produzem porcos!

Como um tipo básico de organismo converte-se em algo fundamentalmente diferente? Um criador de porcos no Reino Unido ouviu um acadêmico evolucionista falar sobre como a reprodução de animais de fazenda demonstra evolução. Ao fim da preleção o criador de porcos disse: “Professor, eu não entendo isso que o senhor está falando. Quando eu cruzo porcos, eu tenho porcos–se não fosse assim eu estaria fora do negócio!”

O evolucionista Dr. Keith Stuart Thompson disse: “A evolução é dificultada exteriormente pelas insistentes importunações de anti-cientistas, e importunada interiormente pelas problemáticas complexi-dades da genética e mecanismos de desenvolvimento, e novas questões sobre o mistério central: a própria evolução”.2 Em outras palavras, como podem os incríveis e complexos sistemas bioquímicos nos seres vivos acontecerem por um processo natural concebível? E também como mudanças aleatórias em um sistema complexo pôde transforma-lo em algo diferente–algo fundamentalmente novo?

O que Thompson disse há 13 anos atrás tem sido amplificado pelos estudos na biologia molecular, desde então. Toda nova descoberta parece ser outro prego no caixão das origens naturalistas (evolução). Como um estudante graduado na University of Sydney eu entrei em um curso de bioquímica cobrindo a operação de um gene bacteriano codificador de um complexo enzimático que quebra a lactose, o açúcar do leite. As enzimas’só são produzidas se a lactose está disponível. Eu achei isso fascinante. O sistema foi muito belamente desenhado e finamente harmonizado para fazer o que faz. Em uma palestra de fim de curso vi um estudante perguntar ao preletor como um sistema poderia evoluir. A resposta? “Não poderia”. Sistemas complexos e de tal maneira integrados não podem acontecer por meio de mudanças, processos aleatórios (mutações, etc.)

2. Soletrando

Dr. Michael Denton, um biólogo molecular, escreveu sobre o problema no seu livro, Evolution: A Theory in Crisis3 (Evolução: Uma Teoria em Crise). Dr. Denton, embora não seja cristão ou criacionista, reconhece os problemas para a idéia de processos ao acaso gerando seres vivos ou gerando novas informações genéticas. O livro de Denton foi publicado em 1985, mas não é obsoleto em substancialmente nenhuma área. Pelo fato de ter sido escrito por um especialista em sua área, o livro é muitíssimo agradável de se ler.

Não se tem conhecimento de nenhum processo natural que gere características novas, mais complexas. Se um réptil se transformou em um pássaro, o réptil teve que, juntamente com outras improváveis mudanças, adquirir a habilidade de produzir penas. Para fazer um réptil produzir penas’são necessários novos genes que sintetizem as proteínas necessárias para a produção de penas. A chance de um processo natural criar um novo gene codificador para uma proteína fundamentalmente diferente daquela já apresentada é essencialmente zero.

3. Novas “espécies”

Photo Wikipedia

Blue morpho

Novas “espécies” podem e’têm-se formado, se por definição nos referimos a algo que não pode cruzar com outras espécies do mesmo gênero, mas isso não é evidência de evolução. As novas espécies não’têm novas informações genéticas! Por exemplo, uma “nova espécie” surgiu em Drosophila, o díptero’tão popular fomentado em laboratórios de genética de estudantes universitários. A nova espécie não pode cruzar com espécies de sua parentela, mas é fértil com seu próprio tipo; então é, por definição, uma nova “espécie”. Todavia, não há novas informações genéticas, somente a recombinação física dos genes de um cromossomo–processo tecnicamente chamado de “translocação cromossômica”.

Para conseguir uma evolução “de bactéria a Bach” é necessário inserir incríveis quantidades de novas informações. Uma bactéria’típica possui cerca de 2.000 proteínas; um humano, mais de 100.000. Para todo passo adiante na evolução é necessário que sejam adicionadas novas informações. De onde elas vêm? Não de mutações–elas degradam informações.

Carl Sagan, evolucionista ardoroso, admitiu: “… mutações ocorrem ao acaso e’são quase uniformemente prejudiciais–é raro que uma máquina de precisão seja aperfeiçoada por uma mudança casual nas instruções para faze-la.”4

4. … mas não novos “tipos”

Existem muitas raças de pombos, gado, cavalos, cães, etc., mas eles’são todos pombos, gado, cavalos, cães, etc. Recombinação de genes existentes pode produzir enorme variação dentro de um tipo, mas a variação é limitada pelos genes presentes. Se não há genes presentes para a produção de penas, você pode cruzar répteis por um bilhão de anos e você não conseguirá nada com penas! Poliploidia (multiplicação do número de cromossomos), translocações cromossômicas, recombinação e até (possivelmente) mutações podem gerar “novas espécies”, mas não novas informações, não novas características as quais não possuíam genes para produzi-las.

How a mutation can cause herbicide/insecticide/antibiotic resistance.

É possível para mutações “criadas” gerar novas variações com traços que’são “melhorados” do ponto de vista humano (exemplos: plantas de trigo menores, proteínas de qualidade diferentes, baixos níveis de toxinas, etc.). Como cada “melhora” tem sido investigada de uma perspectiva molecular, pesquisadores’têm descoberto que o “novo” traço não é obrigatoriamente a aparição de uma nova proteína, mas a modificação de uma pré-existente, mesmo quando parece ser um novo traço, como resistência a herbicidas.

Herbicidas freqüentemente funcionam por complementar uma enzima–semelhantemente a uma chave em sua fechadura. A presença de uma chave errada impede a proteína ou enzima de aceitar a chave correta, o complexo químico que normalmente funciona, e então a planta morre (veja o diagrama abaixo). Resistência a herbicidas pode acontecer devido a mutações no gene codificador para a enzima, para que uma outra levemente modificada seja produzida, à qual a molécula do herbicida não pode se encaixar. A enzima pode continuar a realizar a sua função usual suficientemente bem para que a planta sobreviva. Entretanto, tal mutante é normalmente inferior para “sobre-viver” a esmo, longe do herbicida, porque a enzima

modificada não é eficiente por muito tempo desempenhando a sua função normal.

No debate criação/evolução, tenha em mente que variação em uma espécie, ocorrida através da reprodução ou adaptação, não é evolução. Toda evidência biológica/genética para evolução é atualmente variação dentro de uma espécie, e isso não é evolução de maneira nenhuma. Isso inclui mariposas pontilhadas, resistência das bactérias a antibióticos, resis-tência a inseticidas, “evolução” do cavalo, tentilhões de Galápagos, andorinhas-do-mar ártico, etc. Criacionistas reconhecem o papel da seleção natural no mundo atual, na freqüência de genes mutados em populações, mas isso não tem nada a ver com evolução de alguma fabulosa forma de vida “simples” para um ser humano através de bilhões de anos, porque a seleção natural não pode gerar novas informações. Mutações, poliploidia, etc. também não podem.

Evolucionistas muitas vezes denominam as variações naturais em seres vivos “microevolução”. Essas pessoas se iludem ao pensar que, já que as variações’são reais, a própria evolução–de moléculas a humanos–também está provada. Não há conexão lógica entre freqüências de genes variantes em populações de mariposas pontilhadas, por exemplo, e a origem dos mesmos genes, que é o que os evolucionistas pretendem que a teoria explique.

Em um documento recente, o evolucionista Dr. George Gabor Miklos resumiu bem quando disse: “Nós podemos examinar a variação natural em todos os níveis… como também elaborar hipóteses sobre eventos evolutivos em percevejos, ursos e braqueápodes até que o planeta fique obsoleto, mas nós continuaremos até o fim com percevejos, braqueápodes e ursos. Nenhum desses corpos planeja se transformar em rotíferos, nematelmintos ou rincocelos.”5

Deus criou todas as espécies de seres vivos com a capacidade genética para a variação pela recombinação da informação genética, dos genes, através do processo de reprodução. Contudo, a variação é basicamente limitada àqueles genes criados, com a adição de alguma variação extra devida às mutações não-letais nos genes originais. As variações extras causadas por mutações genéticas provavelmente incluem certas características visíveis* como pele sardenta, olhos azuis, cabelo loiro, inabilidade de enrolar a língua, falta dos lobos das orelhas, e padrões de calvície masculina.

Os seres vivos reproduzem-se de acordo com suas espécies, como diz a Bíblia (Gênesis 1:11,12,21,24,25). Sempre foi assim e sempre será–enquanto este mundo existir.

Referências

  1. Hodgson, R.K.; Hodgson, S.-p. C. A survey on university students’ understanding of the place of evolutionary biology in the creation/evolution controversy. Creation/Evolution Vol. 34, Summer, 1994, pp. 29–37. Regresar al texto.
  2. Thompson, Dr Keith Stuart. In: American Scientist, Vol.70, September–October 1982, p. 529. Regresar al texto.
  3. Denton, Michael. Evolution:A Theory in Crisis. Burnett Books. London, 1985. Regresar al texto.
  4. Sagan, Carl. The Dragons of Eden. Hodder and Stoughton. London, 1977, p. 28. Regresar al texto.
  5. Miklos, George L. Gabor. Emergence of organisational complexities during metazoan evolution: perspectives from molecular biology, palaeontology and neo-Darwinism. Mem. Assoc. Australas. Palaeontols 15, 1993, p. 25. Regresar al texto.

* Características visíveis’são chamadas de características fenotípicas. Nota do tradutor.


It has been said that “Information is power”. When it comes to creation information we’d have to agree. Keep the ‘powerful’ evidence for God being Creator coming. Support this site

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