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Creation  Volume 20Issue 2 Cover

Creation 20(2):20–22
March 1998

The Creation Answers Book
by Various

US $14.00
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A Genética não é amiga da evolução!

Uma bióloga altamente renomada nos conta como as coisas são.

por Lane Lester
traduzido por Daniel Ruy Pereira (Considere a Possibilidade)

Em um mundo degenerado, predadores como este tigre, escolhendo os animais mais defeituosos, podem servir para diminuir a velocidade da deterioração pela triagem dos efeitos das mutações.

A genética e a evolução têm sido inimigas desde o início de ambos os conceitos. Gregor Mendel, o pai da genética, e Charles Darwin, pai da moderna teoria da evolução, foram contemporâneos. Ao mesmo tempo que Darwin afirmava que os seres vivos podiam se transformar em outros seres vivos, Mendel mostrava que até mesmo as características individuais permanecem constantes. Enquanto as idéias de Darwin eram baseadas em idéias errôneas e não-testadas a respeito da hereditariedade, as conclusões de Mendel baseavam-se em cuidadosa experimentação. Somente se ignorarmos todas as implicações da genética moderna será possível manter a crença em uma evolução fictícia.

Para nos ajudar a desenvolver uma nova biologia, baseada na criação, não na evolução, permita-nos fornecer algumas evidências provenientes da genética, baseadas em quatro fontes de variação: o ambiente, a recombinação, a mutação e a criação.

Meio-ambiente

Quando falamos em ambiente, referimo-nos a todos os fatores externos que influenciam um ser vivo durante sua vida. Por exemplo, uma pessoa pode ter pele mais escura que outra simplesmente por estar mais exposta ao sol. Ou outra pessoa pode ter músculos mais desenvolvidos porque se exercita mais. Essas variações causadas pelo ambiente geralmente não têm importância na história da vida, porque elas deixam de existir quando seus portadores morrem; não passam adiante. Em meados do século XIX, alguns cientistas acreditavam que as variações causadas pelo ambiente poderiam ser herdadas. Charles Darwin aceitou essa falácia, e isso sem dúvida facilitou sua crença de que uma criatura pudesse se transformar em outra. Ele também explicou, em parte, a origem do longo pescoço da girafa por causa dos “efeitos herdados pela intensificação do uso das partes”.1 Em estações de pouco suprimento alimentar, Darwin pensou, as girafas esticariam seu pescoço para alcançar as folhas mais altas, o que supostamente resultou em pescoços mais longos, sendo transmitidos para sua prole.

Recombinação

A recombinação consiste na mistura dos genes, e a razão de as crianças se parecerem tanto com seus pais, mas não serem exatamente como eles. A descoberta dos princípios de recombinação foi a maior contribuição de Gregor Mendel para a ciência da genética. Mendel mostrou que embora os traços possam ficar escondidos por uma geração, eles não necessariamente foram perdidos, e quando novos traços aprececem é porque os fatores genéticos sempre estiveram lá. A recombinação torna possível haver uma limitada variação dentro das espécies. Mas ela é limitada porque, virtualmente, todas as variações são produzidas por uma mistura, uma recombinação, dos genes que já estão presentes.

Por exemplo, desde 1800, agricultores buscam incrementar o dulçor do açúcar de beterraba. E eles tiveram muito sucesso. Em cerca de 75 anos de reprodução seletiva foi possível aumentar o dulçor de 6% para 17%. Porém, o aumento parou, e mesmo com a continuidade da seleção não houve mais aumento do dulçor. Por quê? Porque todos os genes para a produção de açúcar foram reunidos em uma única variedade, e assim, não era mais possível haver nenhum acréscimo.

Entre as criaturas que Darwin observou nas ilhas Galápagos há um grupo de pássaros terrestres, os tentilhões. Neste grupo único, podemos ver grande variação na aparência e no modo de vida. Darwin forneceu o que eu creio ser uma interpretação essencialmente correta de como os tentilhões ficaram do jeito que são hoje. Provavelmente, uns poucos indivíduos foram levados, pelo vento, para as ilhas, vindos do continente sul-americano, e os tentilhões de hoje são descendentes destes pioneiros. Porém, embora Darwin tenha visto os tentilhões como um exempo da evolução, nós podemos reconhecê-los como mero resultado da recombinação dentro de uma simples espécie criada. Os tentilhões pioneiros trouxeram consigo suficiente variabilidade genética para se disseminarem nas variedades que vemos hoje.2

A mutação do ‘galo depenado’-não há produção de penas. Esses defeitos mutacionais raramente podem ser benéficos (por exemplo, e se um criador escolhesse esse tipo para ‘pular’ o processo da depenagem antes da assadura?), mas nunca adicionam nada novo. Não há mutação que mostre como penas ou qualquer coisa similar surgem. Foto por Ken Ham

Mutação

Agora, consideremos a terceira fonte da variação: as mutações. Mutações são erros no processo de cópia genética. Cada célula viva tem uma intrincada maquinaria molecular, projetada para copiar o DNA, a molécula genética, de forma precisa. Mas, como em outros processos de cópia, ocorrem erros, embora não muitos. De cada 10.000 a 100.000 cópias feitas, um gene terá um erro. A célula têm mecanismos para corrigir esses erros, mas algumas mutações acabam passando. Que tipos de mudanças serão produzidas pelas mutações? Algumas não tem qualquer efeito, ou produzem uma mudança tão pequena que não têm efeitos visíveis no organismo. Porém, muitas mutações têm efeitos significativos sobre seus detentores.

Baseados no modelo da criação, que tipo de efeito devemos esperar de mutações aleatórias, vindas dos erros genéticos? Devemos esperar virtualmente todas aquelas que fazem uma diferença no sentido prejudicial, fazendo com que os seres vivos portadores sejam menos bem-sucedidos que antes. E essa profecia é incrivelmente convincente. Alguns exemplos ajudarão a ilustrar isso.

Os geneticistas começaram a reproduzir a mosca-das-frutas, Drosophila melanogaster, logo depois da virada do século, e desde 1910, quando a primeira mutação foi registrada, cerca de 3.000 mutações já foram identificadas.3 Todas as mutações são prejudiciais ou inofensivas; nenhuma delas produz uma mosca-das-frutas bem-sucedida – exatamente como predito pelo modelo criacionista.

Então, não há nehum tipo de mutação benéfica? Sim, há. Uma mutação benéfica é simplesmente aquela que torna possível ao seu portador contribuir com mais descendentes para as futuras gerações que aqueles organismos que não têm mutações.

Darwin chamou a atenção para os besouros sem asas na Ilha de Madeira. Para um besouro que vive em uma ilha tempestuosa as asas podem ser, definitivamente, uma desvantagem, porque organismos em pleno vôo são mais suscetíveis a serem soprados para o mar. Mutações que produzam a perda de vôo poderiam ser úteis. Com o peixe cego das cavernas acontece algo semelhante. Olhos são muito vulneváreis a machucados, e uma criatura que vive em escuridão completa seria beneficiado com mutações que substituam os olhos por um tecido cicatricial, reduzindo essa vulnerabilidade. No mundo da luz, não ter olhos seria uma deficiência terrível, mas não é desvantagem em uma caverna escura. Embora essas mutações produzam mudanças drásticas e benéficas, é importante frisar que elas sempre envolvem perda de informação, nunca ganho. Nunca se observou a ocorrência do inverso, a saber, asas ou olhos sendo produzidos em seres que nunca tiveram a informação para produzí-los.

A seleção natural é um fato óbvio. Ela demonstra que algumas variedades de seres vivos serão mais bem-sucedidos que outros, e portanto, contribuirão com mais descendentes nas gerações futuras. Um exemplo clássico de seleção natural é a mariposa da Inglaterra, Biston betularia. Até onde todos sabem, essa mariposa sempre existiu em duas variedades básicas, a salpicada e a preta. Na Inglaterra pré-industrial, muitos dos troncos das árvores eram de cor clara. Isso provia uma camuflagem para a variedade salpicada, e os pássaros tendiam a predar mais freqüentemente a variedade preta. Coleções de mariposas mostravam muito mais indivíduos saplicados que pretos. Quando a Era Industrial chegou à Inglaterra, a poluição escureceu os troncos das árvores, e a variedade preta pôde ficar camuflada, enquanto que a variedade salpicada ficou evidente. Logo havia muito mais mariposas pretas que salpicadas.

Quando as populações se deparam com mudanças ambientais, tais como a descrita acima, ou como resultado de migração para uma nova área, a seleção natural favorece a combinação de características que farão o organismo mais bem-sucedido neste novo ambiente. Isso deve ser considerado como uma regra positiva da seleção natural. A regra negativa da seleção natural é vista na eliminação ou na minimização de mutações prejudiciais quando elas ocorrem.

Criação

As três primeiras fontes de variação são, infelizmente, inadeqüadas para explicar a diversidade de formas de vida que vemos na terra hoje. Uma característica essencial do modelo criacionista é a inserção inicial (desde o início) de considerável variação genética em cada espécie. Somente assim podemos explicar a possível origem de cavalos, burros e zebras de um mesmo ancestral; de leões, tigres e leopardos também de um mesmo ancestral comum aos três; de cerca de 118 variedades de cães domésticos, bem como chacais, lobos e coiotes, do mesmo ancestral comum. Conforme cada espécie obedecia à ordem do Criador para frutificar e multiplicar, o processo aleatório de recombinação, e o mais propositado processo da seleção natural, levaram cada espécie a se subdividir no vasto esquadrão que vemos hoje.

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Referências

  1. Charles Darwin, The Origin of Species, 6th Edition, John Murray, London 1902, p. 278. (N.T. Nossa tradução é livre). Darwin via a seleção natural atuando nisso e em outros casos de variação como um importante fator na evolução do pescoço da girafa, mas não muitos estão cônscios de sua crença na hereditariedade dos caracteres adquiridos. Return to text.
  2. As diferentes espécies de tentilhões de Galápagos têm sido observadas intercruzando às vezes, uma clara evidência que eles pertencem ao mesmo tipo original. Return to text.
  3. Dan L. Lindsley and E.H. Grell, Genetic Variations of Drosophila melanogaster, Carnegie Institution of Washington, Publicação No. 627, 1967. Return to text.

Disponível em Inglês, Finlandês e Polaco


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