A Metamorfose Inexplicável dos Insetos
Por Daniel Devine
Fotografi nga Stephen Atkins
Darwinistas que querem defender a evolução rotineiramente evitam certos tópicos
biológicos—principalmente porque tais tópicos refutam quaisquer explanações
gradualistas. Um destes é o método singular e complexo pelo qual crescem os insetos.
A metamorfose (das palavras gregas, significando ‘mudança de forma’),
descreve como a maioria dos insetos sofre mudanças na passagem do estado juvenil
ao adulto, freqüentemente, desenvolvendo estruturas de corpos adultos e formas de
vida completamente diferentes daquelas de sua juventude.
Embora a forma juvenil de uma determinada espécie possa parecer uma lagarta glorificada,
o adulto pode ter asas de cinco centímetros (2 polegadas) e não ter mandíbulas funcionais.
Examinaremos, abaixo, a vida de uma mariposa.
A Metamorfose de Uma Mariposa
Para que a pequena, recém-nascida lagarta cresça e venha a ser uma brilhante mariposa
ou borboleta, ela precisa, em primeiro lugar, engordar - e muito. De fato, parece
que a lagarta só tem duas preocupações na vida: comer e mudar de pele.
Embora os mamíferos, peixes, aves e répteis tenham esqueletos que sustentam os seus
corpos, os artrópodes - incluindo insetos, não os têm. Em vez disto, Deus os desenhou
com uma pele dura ou casca (cobertura resistente) chamada de exoesqueleto.
O exoesqueleto de uma lagarta pode parecer mole, mas ele dá à lagarta a sua forma
inteira (que, às vezes, inclui espinhos polpudos ou cerdas).
Porém, ele fica flexível o suficiente para permitir esticadas acrobáticas para as
folhas mais altas.
Ainda mais, o exoesqueleto não cresce; um exoesqueleto maior se forma, dobrado,
debaixo do menor. Quando chega a hora certa, a casca velha e apertada se rompe e
a lagarta se mexe cuidadosamente até sair, pronta para provar o seu novo exterior.
Depois de cada muda, a lagarta fica maior e pode ter uma forma ou cor ligeiramente
diferentes.1
Photo stock.xchng
Entretanto, lá dentro do corpo da lagarta existem grupos de células - discos imaginais.
Estes são posicionados para produzirem asas, pernas articuladas e olhos compostos.
Depois da lagarta ter mudado para o seu tamanho máximo ela prepara-se para ser uma
pupa de três maneiras: ao fiar o casulo; furar o solo e permanecer lá por um certo
período; ou como no caso da maioria das borboletas, formar uma crisálida.
Enquanto ela fica ali quieta, hormônios do cérebro da lagarta sinalizam ao seu corpo
a passagem para a fase adulta.2
Estes hormônios provocam os discos imaginais a explodirem em ação, formando antenas,
asas com escamas, órgãos reprodutores, e todas as partes do corpo que um adulto
precisa. Até mesmo o sistema muscular deve ser reorganizado para acomodar as asas.
Alguns músculos são destruídos, alguns são ‘reconstruídos,’ e outros
são formados totalmente novos.3
Quando o adulto mariposa ou borboleta emerge, ele em nada se assemelha com aquela
lagarta sinuosa que era.
Completa vs. Incompleta
O tipo de metamorfose descrito até agora, pelo qual passam insetos como mariposas,
borboletas, abelhas, moscas e formigas, é conhecido como metamorfose ‘completa’
e tem quatro fases: ovo (1), larva (2), pupa (3) e adulto (4).
No caso da mariposa, a lagarta é a larva, o casulo é a pupa, e a criatura com asas
coloridas, que porventura você possa pegar numa rede, é o adulto.
Porém, um segundo tipo de metamorfose é usado por insetos tipo cupim, gafanhoto,
grilo, cigarra e afídio.
Este processo envolve passar do ovo (1) à ninfa (2) e depois ao adulto (3) - somente
três fases.
Esta metamorfose ‘incompleta’ não inclui a pupa. A ninfa simplesmente
parece com um adulto em miniatura, e, cada vez que muda, cresce progressivamente
se tornando maior até atingir sua forma adulta, com asas plenamente desenvolvidas
e órgãos reprodutores.
Cada fase da vida do inseto é crucial. Os Darwinistas enfrentam problemas colossais
quando procuram explanar a origem da metamorfose, se baseando em mutações aleatórias
e seleção natural, porque qualquer brecha ou erro no ciclo, normalmente, mata o
inseto ou impede a reprodução.
Se uma lagarta não consegue se libertar do seu velho exoesqueleto, ela não pode
formar um casulo ou crisálida, ou, se não consegue reformar músculos ou desenvolver
novas partes do corpo dentro da pupa, ela morre. Ela nunca se tornaria um adulto,
e, conseqüentemente, não poderia se reproduzir.
Transformação Espetacular
A teoria de evolução também falha em dar uma explicação razoável em relação à diversidade
do crescimento dos insetos.
Considere os períodos de tempo que as várias espécies usam para seu desenvolvimento.
Ninfas da cigarra cavam debaixo do solo e passam até 17 anos se alimentando das
raízes das árvores antes de emergirem para atingirem a fase adulta.
A larva de certas moscas pode se tornar pupa uma semana depois de nascer, e alguns
afídios nascem, mudam, reproduzem e morrem em pouco mais de dez dias.4
A larva aquática de alguns insetos, como a efêmera e o mosquito, de modo especial
incomoda os evolucionistas.
Efêmeras são chamadas falsamente de ‘o mais primitivo inseto voador’,5mas de jeito algum elas são primitivas.
Antes, elas vivem dois ou três anos na água, respirando com brânquias, como peixes,
para enfim emergirem ao ar como adultos. Então elas vivem somente um dia para enxamear,
acasalar e pôr os ovos.
Os mosquitos também passam suas fases de larva e pupa na água antes de emergirem
como adultos para voarem, sugarem sangue (pelo menos as fêmeas o fazem), e se reproduzirem.
A fêmea de uma espécie de mariposa aquática passa toda a sua vida debaixo da água,
enquanto o macho adulto voa livremente, retornando à água somente para acasalar.
Os insetos aquáticos são simplesmente diversos demais para a teoria da evolução
prever, ao ponto em que os Darwinistas são forçados a admitir que a vida aquática
‘foi desenvolvida por espécies sem conexão alguma.’7
A Metamorfose Social
Se tudo isto não fosse suficiente, não poderíamos ignorar a metamorfose de insetos
sociais como as formigas.
As larvas de formigas não têm pernas e são incapazes de localizar comida, se deslocar,
ou se limpar. Elas são totalmente dependentes do cuidado, 24 horas por dia, das
formigas obreiras adultas, sem as quais as larvas morreriam em pouco tempo.
As pequenas formigas precisam das obreiras adultas até para liberá-las das suas
pupas no final daquela fase.8
Se não houvesse, entre as formigas, uma sociedade complexa e interdependente desde
o início, como seria possível a larva ‘pré-histórica’ da formiga sobreviver?
Só a Bíblia tem a resposta plausível: Deus as criou para viverem numa sociedade
desde o início, da mesma maneira que criou lagartas para devorarem folhas, ninfas
da efêmera para nadarem, e mariposas para voarem e reproduzirem-se.
As características das fases da metamorfose não se desenvolveram de maneira aleatória
através do tempo. Do ovo até a idade adulta, os insetos seguem um plano singular
que foi projetado para eles por Deus.
Fases da Borboleta-Monarca (Danaus plexippus)
Photos by Bob Moul, <www.Pbase.com/rcm1840>.
- A lagarta (larva) da Monarca, alimenta-se da folha da planta asclépia (da família
Asclepiadaceae). A larva nasce do ovo, e fica nesta fase por quase duas semanas,
a depender da temperatura.
- A pupa (crisálida) da Monarca. As lagartas se fixam de cabeça para baixo num ramo
conveniente. Elas mudam a casca externa e fiam um casulo, para se transformar na
pupa (crisálida). É aqui que acontece uma transformação incrível, na qual a maior
parte dos tecidos da lagarta se dissolvem e são transformados numa borboleta - controlado
pelo programa genético do inseto. No início, parece um encerado vaso de jade.
- A pupa da Monarca, momentos antes de emergir a borboleta. Ao se desenvolverem os
processos da metamorfose,a crisálida se torna mais e mais transparente, para que
as cores da borboleta possam ser vistas. Logo depois de tirar esta fotografia, a
borboleta saiu.
-
Uma Monarca recém-emergida com a casca da crisálida. Depois de 9 a 15 dias, a borboleta
finalmente emerge. As asas inflam mediante o bombear de sangue, o qual sai diretamente
de um reservatório de sangue localizado no abdômen e parte em direção às veias das
asas.
A borboleta aguarda até que as asas endureçam e se sequem para sair voando, iniciando
novamente o ciclo de vida.
- A Monarca fêmea adulta. Veias mais grossas e a falta de nódulos nas veias das asas
posteriores e superiores separam a fêmea do macho da Monarca.
Pode a evolução explicar a metamorfose completa?
Na edição da revista Nature, 1999, dois cientistas (James Truman e Lynn Riddiford)
apresentaram sua hipótese de como a metamorfose completa se evoluiu.
No artigo, os autores tentaram explicar a evolução da metamorfose quatro-fases a
partir da metamorfose três-fases, propondo que a última na realidade têm quatra
fases. 1
Estes autores denominaram, de maneira arbitrária, esta quarta fase de ‘pró-ninfa’,
e a descreveram como sendo um período que sempre procede à primeira muda, e que
varia em duração entre as várias espécies, às vezes terminando assim que o inseto
nasce do seu ovo.2 Esta ‘pró-ninfa’, eles argumentaram, evoluiu-se
para a larva moderna.
Em termos mais claros, alguns insetos antigos nasceram do seu ovo cedo demais e
começaram a procurar comida.
Continuou a evolução até que o inseto pudesse ficar durante muitas semanas nesta
forma prematura de lagarta, finalmente terminando a metamorfose na fase bastante
demorada de pupa, que, de acordo com estes autores se encurtou e evoluiu para a
pupa moderna.
Um problema fatal com esta idéia é que a subdesenvolvida ‘pró-ninfa’,
como descrita na Nature, não come!
Ela necessitaria de um sistema completo de digestão e da capacidade para morder,
mastigar e engolir se fosse sobreviver e crescer para ser um adulto.
Truman e Riddiford argumentaram que a ‘pró-ninfa’ pôde vencer estas
dificuldades e gradualmente evoluir ao ponto de poder comer, se mover, e supostamente
se defender.
A defesa é de suma importância num mundo de ‘sobrevivência do mais forte’,
e abala o bom pensamento imaginar como a primeira, infantil ‘pró-ninfa’
era mais segura e melhor preparada pela evolução do que uma ninfa normal, totalmente
desenvolvida!
Uma melhor explanação é que a metamorfose de quarta fases foi criada independente
e completamente funcional.
Referências
- Truman, J.W. e Riddiford, L.M., The origins of insect metamorphosis, (A Origem da
Metamorfose dos Insetos), Nature 401(6752):447–452, 30 Setembro
1999
- Ref. 1, p. 448
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Referências
- Goor, R. e N., Insect metamorphosis:from egg to adult, (A Metamorfose
dos Insetos:do ovo até o Adulto) Atheneum, Nova Yorque pp.6–8, 1990.
Volte para o texto.
- Wigglesworth,V.B., Hormônios dos Insetos, Departamento de Publicações
Cientistas, Carolina Biological Supply Company, Oxford University Press, 1983. Volte para o texto.
- Chapman, R.F., Os Insetos:Estrutura e Função, The English Universities
Press Ltd, London, pp. 410–415, 1969. Volte para o texto.
- Farb, P., Os Insetos, A Biblioteca da Natureza da Vida, Time-Life
Books, New York, p.61, 1962. Volte para o texto.
- Burnie, D. e Wilson, D., Animal, Smithsonian Institution, Dorling
Kindersley, Nova Yorque, p.551, 2001. Volte para o texto.
- Ref.4, p. 145. Volte para o texto.
- Ref. 4, p. 142. Volte para o texto.
- Doering, H. e McCormick, J.M., Nasce uma Formiga, Sterling Publishing
Co., Inc., Nova Yorque, pp. 7–16, 1973. Volte para o texto.
Traduzido por F. D. Callis, Jr.
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As fotografias são usadas com permissão de Bob Moul dos EUA. Veja o site dele:
"PROTECTING NATURE THROUGH EDUCATION" (Protegendo a Natureza Através da
Educação) http://www.PBase.com/rcm1840
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