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Creation  Volume 32Issue 3 Cover

Creation 32(3):28–32
July 2010

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‘Parada de Mutantes’—Cães de Pedigree e Seleção Artificial

por Lita Cosner
traduzido por Natã Gomes

Dogs of various breeds sitting in a line

Fotos da iStockphoto

Ao escolher um animal de estimação, muitas pessoas optam por cães de raça pura com pedigree. Apesar de serem mais caros, é mais fácil de prever o tamanho eventual, temperamento, e necessidades de um cão de raça pura do que as de um “vira-lata”. Mas como um novo documentário da BBC, “Desvendando Cães de Pedigree”,1 demonstra, o custo de gerar raças puras é tanto genético quanto econômico.

Todos cães descendem de um ancestral parecido com um lobo. Este ancestral tinha a diversidade genética que permitiu que pessoas produzissem raças diferentes em tamanhos como o Chihuahua e o Grande Dane. Outros traços como cor, temperamento, e necessidades de exercício são diversas da mesma forma entre as raças. Esta grande variabilidade é um exemplo de quanta variação genética estava contida nos vários tipos de animais criados.2 Outras raças, como será mostrado, é o resultado de mutações decadentes.

Especialização genética

Ao longo de centenas de anos, humanos tem produzido várias raças ao especificamente selecionar traços diferentes para reproduzir; existem atualmente mais de 200 variedades distintas de cães, mas todas pertencem a mesma espécie, e poderiam teoricamente se reproduzir entre si, embora diferenças de tamanhos tornam algumas combinações pouco prováveis.3

O poço de genes das raças está artificialmente restrito aos descendentes dos, originalmente registrados, cães de meados do século dezenove—em alguns casos, apenas um punhado de cães.

Com o tempo, reproduzir apenas para certos traços permite grande predictabilidade no que uma ninhada de cães se parecerá—um Dálmata combinado com um Dálmata produzirá filhotinhos de Dálmata, e assim por diante. Quando isso ocorre regularmente, o tipo de cão se torna uma raça oficial. Mas esta predictabilidade vem com um custo genético. Os criadores reduziram drasticamente a quantidade de informação genética na população de cães—como outras colorações e comprimento de pelo, ou tamanhos e comportamentos diferentes. Esta seleção é feita de propósito, mas existem outros traços que são inadvertidamente selecionados também.

As maiores raças se tornam susceptíveis a displasia coxofemoral, outros são acometidos por problemas cardíacos. O King Charles Spaniel é propício a uma condição extremamente detestável, siringomielia (SM), em que o crânio é muito pequeno para acomodar o cérebro. No documentário, o neurologista veterinário Clare Rusbridge descreveu a condição: “Uma dor que queima, dor de cabeça como um pistão, sensação anormal até para toques leves, até roupas, um colar, por exemplo, pode induzir desconforto para esses animais.” Ela acredita que até um terço da raça pode estar afetada por esta condição.

Ao todo, existem em torno de 500 doenças que são conhecidas por ocorrer em cães. Isto é inferior do que documentado em humanos, mas em cães elas ocorrem a uma taxa muito superior. O problema é que quando uma fonte genética já foi tão depletada, não é possível evitar procriar cães doentes, pois isto resultaria em empobrecimento ainda maior da fonte, e poderia direcionar para novas doenças e desordens na raça. Rusbridge reconhece isto como verdade.4

“Vira-latas”, ou mesmo cruzamento de raças diretas, tem muito menos chances de ter essas doenças, pois muitas destas são geneticamente recessivas—uma cópia saudável do gene irá substituir um gene doente. Devido essas doenças serem comumente específicas a uma raça, o cruzamento de duas raças puras normalmente produzirá crias muito mais saudáveis. Os vira-latas terão instancias menores de doenças assim como uma longevidade suavemente superior em média.

Um animal “Perfeito”—Show de Cães

No início, os criadores mimetizavam seleção natural—os cães que pudessem pastorear gados, ou se defender contra invasores, etc., eram os escolhidos para produzir a próxima geração. Entretanto, com o advento das apresentações de cães nos meados do século dezenove, o foco foi desviado de função para estética.

No início, os criadores mimetizavam seleção natural—os cães que pudessem pastorear gados, ou se defender contra invasores, etc., eram os escolhidos para produzir a próxima geração. Esse processo gerou as raças modernas. Entretanto, com o advento das apresentações de cães no meado do século dezenove, o foco foi desviado de função para estética.

Amostras competitivas de cães, em busca da perfeição, levaram raças a extremos ainda mais drásticos em forma e proporção corporal. As pernas do Dachshund se tornaram mais curtas ao longo do último século, mas suas costas longas frequentemente causam problemas na espinha, eles sofrem ainda com epilepsia e problemas nos olhos. A cabeça do Bull Terrier fora deformada, assim como a do Pit Bull—a renderização computacional do documentário de como os criadores contorceram o formato do crânio mostrou o quão drasticamente essas raças mudaram no último século. Bulldogs tem crescimento relativamente lento dos ossos nasais, isto causa dificuldades de respiração e a necessidade de nascerem por cesariana.

O Pastor Alemão mostra que essa mudanças são conduzidas por razões puramente cosméticas. Existem duas variações do Pastor Alemão: o trabalhador, comumente utilizado na polícia com cães de guarda, e o de exposição. O anterior se parece bastante com o Pastor Alemão original, embora o de exposição tenha um formato muito diferente, com as costas terminando curvada. O cirurgião ortopédico Graham Oliver descreveu uma marcha atáxica nos cães de exposição, desprovida de completa coordenação e controle. Este é o caso da maioria dos Pastores Alemães no show de cães coberto pelo documentário.

Seleção artificial extrema

Na Grã-Bretanha, uma péssima situação fora composta em diversas maneiras pelas práticas de criar raças e shows de cães do Kennel Club. Primeiro, a fonte genética das raças é artificialmente restrita aos descendentes dos cães originalmente registrados nos meados do século dezenove—em alguns casos, apenas um punhados de cães. Isto significa que diversidade genética não pode ser reinserida na raça, mesmo se isso significa tornar a raça mais saudável.

Segundo, há seleção extrema pela perfeição absoluta na aparência—criadores buscam produzir cães que aderem ao padrão da raça o mais perto possível. Isto faz com que eles removam cães que saiam do padrão, como Dálmatas com manchas fora do padrão, albinos ou Rhodesian Ridgebacks sem a cordilheira nas costas, da fonte genética da espécie, seja por simplesmente não cruzando estes, ou os abatendo quando filhotes. Isto torna a população geral ainda mais empobrecida geneticamente.

Terceiro, incesto extremo tem sido a norma—é comum cruzar membros da mesma ninhada, ou cruzar fêmeas com seu “avô”, ou “mãe” com “filho”. O geneticista evolucionário Steve Jones criticou a prática: “Pessoas estão conduzindo cruzamentos que seriam, em primeiro lugar, é ilegal entre humanos, e segundo, é absolutamente insano do ponto de vista da saúde dos animais.” Cruzamentos com parentesco tão próximo é feita para “concertar” certos traços desejáveis na linha, mas isso deixa os cães mais propensos a doenças. O site do Kennel Club, www.thekennelclub.org.uk, atualmente declara que “o Kannel Club não aceitará o registro… de ninhadas de nenhum cruzamento entre pai e filha, mãe e filho, e irmão com irmã, salvo em circunstâncias excepcionais, por razões de bem-estar cientificamente comprovadas.” Ainda assim, o cão comum é muito mais intercruzado que qualquer ser humano possa ser.

Por não haver regulação contra cruzar cães que são conhecidos por carregar doenças genéticas como a siringomielia, cães com estas condições, se populares garanhões, podem aparentar dúzias de ninhadas. Isto espalha a doença genética pela raça.

A conexão eugênica

O movimento eugênico, fundado por Francis Galton,5 primo de Darwin, promove que a chave para a melhoria humana estava em controlar quem reproduz com quem—a ideia era melhorar a raça ao eliminar traços indesejáveis, e na proibição de mistura entre raças. Enquanto sabemos hoje que ideias eugenistas sobre pureza não fazem sentido científico, o documentário argumenta que o Kannel Club é uma das pouca organizações que ainda atuam sob as assunções fundamentais da eugenia. Cada cão registrado junto ao Kennel Club tem sua genealogia até os cães originalmente registrados—nenhum novo registro é permitido, e qualquer ninhada resultante de cães não registrados ou cruza entre dois cães registrados e raças diferentes não podem ser registrada.

Devido aos princípios eugenistas em reprodução, filhotes que não conformam aos requerimentos estritos são, algumas vezes, abatidos. Este é particularmente o caso com Rhodesian Ridgeback que carecem da cordilheira. Enquanto o Kennel Club, tanto através de seus porta-voz no documentário e no Código de Ética em seu site, condena a prática, o documentário contém declarações dos criadores dizendo que rotineiramente abatem filhotes sem cordilheira. Um até lamentava os jovens veterinários que recusavam abater filhotes saudáveis! (Deve ser notado que embora o código de ética6 do Rhodesian Ridgeback Club prescreve o abatimento de filhotes sem cordilheira antes do documentário ir ao ar, a página foi modificada desde então para proibir tais atos). A cordilheira é na verdade uma forma amena de espinha bífida, então um cão doente é preferível ao animal saudável nessa raça.

Empobrecimento genético

Todos estes fatores reunidos fizeram com que raças modernas sejam muito empobrecidas geneticamente—em algumas raças, apenas 10% da variedade genética que estava na raça há 40 anos fora passada aos descendentes atuais da raça. Por exemplo, a raça Pug no Reino Unido, embora tenha 10000 cães, possui informação genética equivalente a 50 indivíduos distintos. Em 2004, Dr. Jeff Sampson escreveu:

“Infelizmente, os padrões de reprodução restritivos que foram desenvolvidos como parte e pacote do cenário das raças puras de cães não foi sem dano colateral para todas as raças… De forma crescente, doenças hereditárias estão impondo um fardo sério em várias, senão todas, raças de cães.”

O Kennel Club, a seu crédito, tem respondido aos problemas levantados pelo documentário. Ele baniu reprodução de parentesco próximo, assim como baniu o abatimento de filhotes saudáveis por pontos de raça. Eles ainda revisaram os padrões da raça para desencorajar a exageração extrema de aspectos ao ponto de afetar a saúde dos cães. Ele ainda encoraja seus criadores certificados a fazerem uso de qualquer testes de saúde para verificar doenças genéticas.

Dog genetics diagram

Os perigos do incesto:

Estes cães herdaram uma parte de DNA de cada pai/mãe. Vemos os bons genes e as mutações. O cão na esquerda é a cria de parentes distantemente relacionados, então o DNA da mãe tem defeitos diferentes daquels do pai. Cada um dos defeitos dela é mascarado pela cópia de segurança do pai, e vice versa. Mas o desafortunado cão da direita é a cria de parentes próximos; aqui, o pai e a mãe tem muitas das mesmas mutações. Então em vários pontos, o cão herdou um par de genes mutantes.

Isto pode explicar porque Deus proibiu casamentos entre irmãos a partir dos dias de Moisés. Mas note que mutações são resultado da Queda—Deus originalmente criou as coisas “muito boas” (Genesis 1:31), o que implica sem mutações deficientes. Então humanos e animais algumas semanas após a Criação teriam pouquíssimas mutações, o que significa que casamento entre parentes próximos não seria problemático. Logo não haveria motivo para Deus proibir casamento entre irmãos desde o princípio, o que resolve o antigo escárnio, “Quem era Sra.Cain?” [Veja o Creation Answers Book, cap. 8, para mais informações.)

Dog breeding diagram

Como seleção artificial esgota informação

No exemplo à direita (simplificada para ilustração), um único par genético é mostrado sob cada cão como vindo em duas formas possíveis. Uma forma de gene (S) carrega instruções para tamanho grande, a outra (s) para pequeno.

Na linha 1, começamos com animais medianos (Ss) intercruzando. Cada cria desses cães podem pegar um gene qualquer de cada parente para formar seus próprios dois genes.

Na fila 2, vemos que a cria resultante pode ter tanto tamanho grande (SS), médio (Ss) ou pequeno (ss). Mas supondo que criadores queiram cães grandes. Eles selecionariam os maiores cães na próxima geração para cruzar. Logo só cães grandes passam seus genes para a próxima geração (linha 3). Então a partir de então, todos cães serão uma nova variedade de grande. Isto é seleção artificial, mas a natural trabalharia pelo mesmo princípio, se cães maiores se saíssem melhor em seus ambientes. Note que:

  1. Eles estão agora adaptados a seu ambiente, neste caso os criadores que querem cães maiores.
  2. Eles são agora mais especializados que seus ancestrais na linha 1.
  3. Isto ocorreu por seleção artificial, e poderia ter ocorrido através de seleção natural.
  4. Não houve adição de novos genes.
  5. De fato, genes foram perdidos na população—isto é, houve uma perda de informação genética, o oposto do que evolução micróbio-para-homem necessita para ser crível.
  6. Não apenas genes para tamanho pequeno foram perdidos, mas qualquer outros genes estes cães pequenos carregavam. Eles poderiam ter genes para durabilidade, alta sensibilidade olfativa, e outras coisas, mas foram perdidas da população. Genes em si não são selecionados; é a criatura completa e todos os genes que carregam.
  7. Agora a população está menos capaz de se adaptar a futuras mudanças ambientais—se cães pequenos se tornarem mais em moda, ou se saíssem melhor em algum ambiente, eles não poderiam surgir dessa população. Eles ainda estão geneticamente empobrecidos, já que carecem os bons genes que, por acaso, eram carregados pelos cães pequenos.

Conclusão

O estado atual de diversos shows de cães mostram o que acontece quando seleção é levada longe demais. Estes cães, longe de serem animais mais perfeitos, “evoluídos”, foram descritos como “uma parada de mutantes” por um crítico no documentário. Por serem especializados demais, estão mais sujeitos a doenças e tem vidas mais curtas que seus relativos “mestiços”. Está claro que ambas seleções (natural e artificial) operam decrescendo a quantidade de informação genética na população, o que é o oposto exato do requerido pela evolução.

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Referências e notas

  1. A menos que notado do contrário, todas citações vem do documentário. Este foi produzido e apresentado por Jemima Harrison, e foi ao ar originalmente em 19 de Agosto de 2008, e está disponível online em http://vids.myspace.com. Ele teve uma grande influência na criação de raças de cães no Reino Unido. Voltar ao texto.
  2. Veja a ilustração “How information is lost when creatures adapt to their environment”; creation.com/adapt. Voltar ao texto.
  3. Até Great Danes e Chihuahuas podem ser cruzados por inseminação artificial. Voltar ao texto.
  4. Rusbridge, C. e Knowler, S., Syringomyelia (SM) Breeding Protocol, cavalierhealth.org/smprotocol.htm, 2001–2009. Voltar ao texto.
  5. Grigg, R., Eugenics death of the defenceless: The legacy of Darwin’s cousin Galton, Creation 28(1):18–22, 2005; creation.com/eugenics. Voltar ao texto.
  6. rhodesianridgebacks.org/ethics.html. Voltar ao texto.

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