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Creation  Volume 11Issue 1 Cover

Creation 11(1):47–50
December 1988

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As regras do jogo

Do jeito que estão as ‘regras’ da ciência hoje em dia, a criação é proibida como conclusão—mesmo se ela for verdadeira.

por Carl Wieland
tradução de Daniel Ruy Pereira (Considere a Possibilidade), revisão de Jadson Oliveira

‘Criacionismo não é ciência.’
‘Eles não entendem as regras que definem a ciência, ou deliberadamente as ignoram.’

Comentários como estes fluem diretamente das canetas de muitos críticos do movimento criacionista moderno. Por que se acredita tão ampla e apaixonadamente em comentários assim? Creio que a única regra que os criacionistas estão ‘quebrando’ seja uma que, embora não se pode dizer que pertença propriamente à investigação científica sobre as origens, efetivamente impõe um dogma religioso sobre a ciência.

Rhonda Jones (Professora de Zoologia da Universidade James Cook, Townsville, Austrália) reagiu com o que ela chamou de ‘indignação espantada’ à sugestão de que os estudantes de ciência deveriam ter evidências da criação apresentadas a eles junto com evidências da evolução (Quadrant, Agosto de 1988).

Ela fornece dois critérios que crê serem universais para todas as definições de ciência. Também insiste que a teoria evolucionista obedece a ambos os critérios, mas o criacionismo a nenhum deles. Vamos examiná-los.

Corretibilidade

(1) ‘Corretibilidade—algum reconhecimento de que o que nós atualmente pensamos pode ser mudado por futuras descobertas.’

É uma caricatura comum do criacionismo ‘pintar’ este conceito como um conjunto fixo, imutável, de ideias que não dão espaço para mudança ou discussão – o contrário da ciência ‘real’ (leia-se ‘teorização evolucionista’), que é vibrante, com ideias e conceitos constantemente em mudança, refinados por novas evidências. Isto, é claro, simplesmente não é verdade. Sempre houve, há e presumivelmente sempre haverá muitas controvérsias científicas saudáveis entre os cientistas de orientação criacionista. A teoria do decaimento da velocidade da luz é apenas um exemplo que vem à mente (essa é a crença de que a velocidade da luz não é constante, mas vem diminuindo com o tempo).

É verdade que há uma ‘premissa’ na base da crença criacionista – a verdade literal do livro de Gênesis. Porém, pela minha experiência, posso dizer que também há uma ‘premissa’ para os teóricos evolucionistas, tão fixa e imutável quanto à primeira. Também é uma crença: a de que o mundo se autocriou. Posto de outra forma, é uma crença de que processos e causas naturais devem ter sido suficientes para construir planetas e pessoas a partir de partículas.

De fato, há muitas controvérsias sobre o mecanismo dessa autotransformação. Opiniões mudam e os cientistas muitas vezes se dispõem a corrigir e abandonar suas ideias sobre o modo como a evolução aconteceu. Mas eles não estão preparados para abandonar aquela premissa: a crença de que algum tipo de evolução aconteceu. Em outras palavras, o ‘como’ da evolução é negociável, mas não o ‘se’.

No Simpósio de 1967 do Winstar Institute, biólogos evolucionistas e matemáticos de proeminência reuniram-se para testar matematicamente a ideia de uma evolução por mutação ou seleção. Quando os supercomputadores terminaram de triturar seus números, ficou óbvio que a resposta era ‘impossível’. Relatou-se então que alguém, muito cautelosamente (até mesmo retoricamente) perguntou se isso significava que talvez se devesse olhar para a criação ‘especial’ como uma opção, e houve gritos de ‘Não! Não!’.

Estudo da Natureza

(2) ‘Um compromisso de descobrir como o mundo funciona através do estudo do próprio mundo natural’.

Os cientistas criacionistas estão, evidentemente, comprometidos com essa declaração, uma vez que ela se refere a ‘como o mundo funciona’, não como ele começou. A questão criação/evolução não é sobre o funcionamento do mundo. Dado que o mundo funciona do jeito que funciona, isso não diz nada sobre se ele se originou da mesma forma.

Hoje somos informados repetidas vezes que uma das regras da investigação científica no passado é que se deve assumir que os processos atuais foram a causa da formação de todas as coisas em seu presente estado, através de um início bem modesto. Postular uma causa sobrenatural simplesmente não é ciência, vivem dizendo.

Uma pequena parábola deste autor1 conta a história de duas pulgas cientistas vivendo no motor de um carro, imaginando como ele surgiu. Uma insiste que, partindo da conclusão mais lógica, oriunda das evidências, o carro não se formou por processos que operam no próprio carro. A outra argumenta que tais ideias religiosas não podiam ser levadas às escolas de pulgas, porque a ciência só poderia lidar com o tipo de processo observável e em funcionamento hoje. Propor um criador que não pudesse ser visto, e um processo de criação que não funcionava mais era, por definição, não-científico apesar do fato de ser verdade! Essa pulga estava amarrando a investigação à crença de que o modo como o mundo funciona também é o modo pelo qual ele se originou. Ela cria que qualquer outra coisa quebrava as regras da ciência. Sua ciência não desenvolvera por meios de estudo somente do presente, processos que ocorrem naturalmente no carro? Suas ‘regras’, é claro, significavam que se tornava impossível para ela deduzir logicamente a explicação correta para o caso do carro. Essa não é só uma história bonitinha sobre pulgas. É exatamente a mentalidade em funcionamento hoje, como atestam dois recentes incidentes.

Sacrificando a Verdade

Um dos folhetos de uma recente conferência de jovens da Associação Australiana e Neozelandesa para o Avanço da Ciência (ANZAAS) lidava com a questão criacionista, e tinha um monte de conteúdo sobre o que é e o que não é ciência. Afirmava que mesmo se um criacionista tiver uma série de títulos acadêmicos, o fato de ser criacionista faz dele um pseudocientista por definição. E grande parte do argumento era exatamente o que estamos discutindo aqui. Dizia que, mesmo se a verdade for que, digamos, porcos, cavalos e ovelhas têm certas características em comum porque um Projetista tenha usado o mesmo plano básico quando os criou, nenhum cientista digno do nome poderia concluir tal coisa e ainda ser considerado em conformidade com a ciência.

Essa afirmação é impressionante. Pare para pensar sobre ela. Está admitindo que, mesmo se a criação for verdade, você não está autorizado a chegar a essa conclusão, ou mesmo considerá-la, na base da dedução lógica a partir das evidências.

Eu alego que, no seu nível mais básico, o esforço científico tem muito a ver com a busca pela verdade. Se nosso estudo de ‘como o mundo funciona’ não estiver tentando nos levar para ainda mais perto de algo que é objetivamente verdadeiro; não estiver tentando conduzir nossa limitada compreensão do mundo para mais perto do que o mundo realmente é, então para que a ciência serve afinal? Do mesmo modo, quando tentamos estudar a origem da vida cientificamente, certamente estamos tentando chegar o mais perto possível dos detalhes do que realmente aconteceu (tendo em mente que o método científico não pode, em última análise, provar ou refutar assuntos relacionados à origem da vida, porque envolvem o passado inobservável e irreproduzível).

Contudo, hoje as ‘regras do jogo’ são tais que uma conclusão é eliminada, por definição, antes mesmo de começarmos a olhar para a questão cientificamente. Não importa que possa ser verdade. Desclassificamos o corredor antes de a corrida começar!

Apertando a ‘camisa-de-força’

O segundo incidente ajuda a reforçar e expandir o que falamos acima. Ambos os incidentes são completamente típicos dos padrões atuais de pensamento. Eu conversava com um professor de biologia, que se mostrava extremamente hostil aos criacionistas.2 Ele se considerava um membro da igreja que falava ativamente contra os ministérios criacionistas nos círculos eclesiásticos.

Sua maior preocupação era que os criacionistas estivessem quebrando as regras da ciência. Ele insistia que os únicos processos apropriados para serem trazidos à discussão científica sobre as origens eram aqueles que estudamos hoje. Parecia que ele não havia considerado que o que ele fazia era uma exclusão apriorística de uma possível explicação verdadeira, baseado em uma crença (não provável, metafísica e religiosa) de que o modo como o mundo funciona é o modo como ele se originou. E, evidentemente, este é um pressuposto adotado como ‘regra’ antes da evidência ser considerada.

Do mesmo modo, a pulga ‘evolucionista’ do motor do carro havia se trancado em uma estrutura de pesquisa que a forçou a adotar uma explicação evolucionista (auto construtora), mesmo que nenhum processo em funcionamento no carro tenha sido observado gerando novos carros. A única coisa que se permite à ciência, de acordo com essas novas regras, é considerar que os modelos evolucionistas são melhores que os outros.

Como essa regra surgiu? A ciência começou como um estudo do modo pelo qual o mundo funciona no presente, por isso é necessário excluir o sobrenatural ou o milagroso. Para estudar cientificamente o modo como o mundo presente funciona, deve-se assumir que o mundo se comporta de um modo previsível, portanto, que o que acontecer um dia não vai, por capricho e de forma imprevisível, mudar no dia seguinte. Para o cristão, isso sempre foi, e é, evidência de que Deus trabalha de um modo uniforme, confiável e normativo através de causas naturais.

Base racional

Isso não só não está em conflito com as Escrituras como na verdade é uma consequência do ponto-de-vista bíblico, razão pela qual muitos estudiosos concordam que o método científico floresceu na Europa Ocidental Pós-Reforma Protestante. Os deuses gregos poderiam ser traiçoeiros e mudar as regras. Já os orientais enxergavam o universo como uma grande mente; assim não há razão para pensar que a natureza não possa mudar de opinião! Um Deus que é verdade, que instituiu as leis no princípio, que criou o universo e é ‘o mesmo ontem, hoje e eternamente’ era, e é, a base filosófica racional para se assumir a uniformidade das leis naturais sempre e em todas as partes do universo.

A crença em milagres, registrada na Bíblia, não entra em conflito com essa abordagem científica? Como podemos fazer ciência consistente se acreditamos, por exemplo, que homens mortos podem ressuscitar, mesmo se a observação repetida no presente mostra que eles não ressuscitam?

Grandes cientistas do passado, crentes na Bíblia, cristãos, geralmente não tinham nenhum problema ou conflito entre isso e sua abordagem científica, por uma boa razão. Os casos de sobrenaturalidade registrados na Bíblia são aqueles nos quais Deus escolhe, por propósitos especiais e não arbitrários, reverter ou intervir suas leis, por exemplo, ressuscitando os mortos ou andando sobre as águas. Levando em conta o todo da história registrada nas Escrituras, fica claro que esses são eventos especiais, intencionais, grandes ‘exceções’ e não as regras. Obviamente, a implicação é que a razão porque a ressurreição de Lázaro foi um milagre tão estupendo, um sinal, foi precisamente porque, no funcionamento normal, uniforme, dos eventos, os mortos continuam mortos.

Assim, vemos os milagres da Palavra de Deus funcionando de um modo não-normativo. Não esperamos ser capazes de repetir ou observá-los a nosso bel-prazer. Assim, cientistas crentes concordam que esses processos não devem ser levados em consideração quando se estuda o modo como o mundo funciona.

Milagres excepcionais podem acontecer?

No entanto, não há razão lógica para estender isso ao estudo das origens. Virtualmente, todos os cientistas concordaram que não há nada que impeça a ciência de dizer que eventos ‘excepcionais’ não-normativos (milagres) não possam acontecer. Tudo o que podem dizer é que eles não parecem ocorrer com tanta frequência atualmente (por definição, uma vez que um milagre é um evento oposto às predições das leis naturais, uniformes). Como, então, pode ser científico excluir a criação ‘excepcional’, milagrosa, não-normativa, a fim de estabelecer as regras pelas quais, mesmo se ela for a explicação correta e a dedução mais lógica a partir das evidências atuais? Será uma hipótese aprioristicamente ‘banida’? A única declaração científica que alguém pode fazer apropriadamente, em relação à criação sobrenatural, é que ela não pode ser observada acontecendo hoje. E isso é uma conclusão consistente tanto com as ideias evolucionistas como com as ideias bíblicas sobre as origens.

A confusão surge, em parte, por causa de uma falha em entender que o campo das origens é um estudo que tenta descobrir ‘o que aconteceu’, ao passo que o estudo de ‘como as coisas acontecem’ era o contexto no qual a ciência surgiu. Se as coisas foram feitas originalmente por criação sobrenatural ou não, isso não tem um pingo de validade, para o método científico, no estudo de como o mundo funciona atualmente, como um momento de reflexão mostrará.

As regras científicas que a maioria aplica às pesquisas da origem da vida atualmente, assim, exige aderência a uma declaração de fé não menos rígida que aquela de qualquer organização criacionista. É a crença de que o mundo surgiu por processos não-miraculosos. Aqueles que preferem o teísmo diriam que ele surgiu por um deus trabalhando através desses processos somente dentro de um quadro das leis naturais. Um deus, assim, inevitavelmente se torna, por sua vez, indistinguível da própria natureza, em essência. Isso precisa ser relembrado quando considerarmos as declarações feitas por teístas evolucionistas renomados sobre Deus e ciência.

Fatos ou Regras

A ‘regra’ acima, que eles insistem em usar na definição de ciência, certamente não exclui um deus. Porém, em grande parte exclui definitivamente o Deus Criador transcendente da Bíblia, e a possibilidade da criação como lemos em Gênesis, de um universo completamente funcional. Veja que não são os fatos que O excluem, mas as regras.

É claro que um dogma religioso tem sido imposto sobre a ciência, que permite apenas os modelos evolucionistas (auto-transformação naturalista) sejam discutidos nos círculos científicos. Note que a ‘religião’ não necessariamente inclui um deus—ela é uma visão sobre o mundo e a vida, sustentada com ardor e fé, incorporando crenças que não podem ser diretamente e conclusivamente testadas ou refutadas. A convicção ateísta de que Deus não existe obviamente se qualifica como um sistema de fé religiosa.

É claro que, para a maioria das pessoas em algum ponto, uma vez que a origem da vida não pode ser provada, há um passo de fé ao decidir que quadro de explicações é crível como verdade. Olhando para o modo como cada uma das duas possibilidades se encaixa nas evidências do mundo atual, parece não ser de todo irracional auxiliar alguém a tomar essa decisão de fé.

Ver cientistas declararem abertamente que a criação não pode ser considerada, mesmo se for verdade, é uma triste indicação de como a ciência se desviou de sua jurisdição intuitivamente percebida, como a busca da verdade e da realidade. É um absurdo a crença sustentada pela maioria – que a ciência é filosoficamente ‘neutra’ nesses assuntos. Isso parece ainda mais uma poderosa confirmação das declarações bíblicas que pessoas não regeneradas não gostam de manter Deus em sua vida, e preferem adorar a criatura ao invés do Criador.

Artigos relacionados

Leitura complementar

Referências e notas

  1. Wieland, C., A tale of two fleas, Creation 2(3):37–38, julho de 1979. Disponível em português, aqui no blog. ‘Uma história de duas pulgas’. Voltar ao texto.
  2. Em uma conversa interessante, perguntei a esse biólogo se ele cria em vida após a morte. O propósito não era colocá-lo em apuros. Eu presumi que ele diria ‘sim’, e minha intenção era perguntar a ele com base em qual passagem das Escrituras ele acreditava nisso, e como ele sabia que esse versículo, em particular, não era um dos erros que ele claramente acreditava que a Bíblia contém, e assim por diante. Sua resposta: ‘Eu acredito que tenho vida eterna’.

    Alguma coisa no jeito como ele respondeu me pedia que perguntasse especificamente se ele acreditava realmente, como o indivíduo consciente que ele agora era, se ele continuaria existindo depois que seu corpo mortal se decompusesse. Sua resposta, agora: ‘Não tenha certeza sobre isso’. Que coisa mais triste. Mas como isso seria diferente, uma vez que os fundamentos lógicos do cristianismo foram destruídos por uma teologia evolucionista?

    Também é uma boa ilustração aquela do filho da ‘ambiguidade eclesiástica’, sobre o qual Francis Schaeffer tentou alertar a Igreja. Se o cristão mediano soubesse como muitas das pessoas influentes em muitas denominações estão por aí usando as ‘palavras santas de Deus’, como ‘salvação’, ‘ressurreição’ e ‘vida eterna’, com um sentido completamente diferente para eles… Essas pessoas tendem a serem aquelas que parecem ser as mais violentamente ameaçadas pelos ministérios criacionistas. Voltar ao texto.

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