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Tempestade devido à capa da New Scientist

Com “Darwin estava errado” anunciado na capa da New Scientist”, no interior o editorial e o artigo principal explicavam que a evidência do DNA forçou a um repensar dramático quanto à “árvore de vida” evolutiva. Já em 1993 alguns biólogos estavam propondo que a “a árvore era de facto mais como uma “rede””. À medida que se tornaram disponíveis mais dados moleculares, os biólogos têm ficado cada vez mais polarizados, alguns defendendo teimosamente o conceito da árvore, enquanto que outros argumentam que essa ideia é obsoleta e precisa de ser descartada.

“Não temos absolutamente nenhuma prova de que a árvore da vida seja uma realidade”, diz Eric Papteste, um biólogo evolucionista na Universidade Pièrre e Marie Curie, em Paris, França.

Contudo Darwin argumentara que a árvore da vida era um facto da natureza. O biólogo W. Ford Doolittle da Universidade de Dalhousie em Halifax, Canadá, diz que o conceito da árvore da vida era absolutamente central para o pensamento Darwiniano, indo até ao ponto de dizer que sem ele a teoria evolucionista nunca teria acontecido. Como diz Bapteste, “Se não tivermos uma árvore da vida, o que é que isso significa para a biologia evolucionista?”

Contudo, tanto Doolittle como Bapteste enfatizam que a sua despromoção da árvore da vida evolutiva não significa que estão abandonando a teoria da evolução

Entretanto, a capa da New Scientist causou uma tormenta. Um “blogista” anti-criacionista destacado escreve que “ainda está zangado” porque no meio dos esforços seus e de outros cépticos, a “New Scientist” entrega aos criacionistas uma mina de ouro em propraganda. A ira é tão grande que ele diz, “Não comprem a New Scientist. Não apoiem quem dá suporte aos criacionistas.”

Mas a New Scientist é fortemente misoteísta – ver refutação em creation.com/24myths.

  • New Science 201(2692):5, 34–39, 24 Janeiro 2009
  • Ediacaran, ediacaran.blogspot.com/2009/01/new-scientist-creationist-shills.html, 25 Janeiro 2009.