Also Available in:

O Ano que o Dragão da Água Rugiu

O ano chinês que começou em Janeiro de 2012 proporciona uma poderosa oportunidade para testemunhar

por Carl Wieland
traduzido por Danielle Virgínia Félix e revisado por Rodrigo Gomes Toni

Publicado em: 31 de janeiro 2012 (GMT+10)
Illustrated by Caleb Salisbury8452dragon

Este ano de 2012 é o Ano do Dragão no calendário chinês. Ele não começou em primeiro de janeiro, e sim 22 dias mais tarde. 23 de janeiro de 2012 marcou o início do Ano Novo Chinês (às vezes referenciado como Ano Novo Lunar Chinês).

O Ano Chinês, cuja completa delimitação é baseada nos movimentos tanto do sol como da lua, tem significado considerável tanto para as pessoas que moram na China quanto para os chineses que vivem fora dela. O calendário chinês também é usado por não chineses em vários outros países da Ásia, embora tenha modificações que variam de país para país. Mesmo que a cronologia da antiga China tenha controvérsias, o calendário na sua forma atual parece estar atuante por pelo menos cinco séculos antes de Cristo, e suas origens são possivelmente de séculos mais antigos ainda, talvez não muito tempo depois da dispersão de Babel.1

Apenas um dos 12 animais desta lista parece estar desaparecido da lista nominal dos animais ao redor do Mundo hoje - o dragão

Para exercer um comércio prático, hoje os empresários chineses usam principalmente o calendário ocidental (Gregoriano). Mas o calendário chinês ainda retém imenso significado cultural, sendo até mesmo usado para denotar aniversários de nascimentos. A pessoa pode, portanto, celebrar dois aniversários em cada calendário do ano – o seu aniversário chinês e ocidental. Entretanto, considerando o fato de que os calendários gregorianos e chineses se alinharão, sobretudo dentro do ciclo de 19 anos, a maioria das pessoas descobrirá que em seu 19º, 38º e 57º ano, seus aniversários cairão provavelmente no mesmo dia.

O Horóscopo Chinês e Similares

Além de ser um marcador de tempo, com notas sazonais e festivais, o calendário chinês é associado ao que às vezes chamamos de Zodíaco Chinês. Cada ano novo é designado a um dos 12 animais, com uma seqüência exata, em um ciclo de 12, sempre na mesma ordem como mostra a figura 1 abaixo.

Portanto, o Ano do Rato (Rat, em inglês) é sempre seguido pelo Ano do Boi (Ox, em inglês), e assim por diante. Esta seqüência segue rodando repetidamente:

©iStockphoto.com/kimberrywoodZodiac-animals

Há um número de fábulas que se referem a estes animais no calendário. Há também crenças variáveis que associam cada animal em particular (“o ano animal”), com o número de questões do suposto significado, assim como tipos de superstições astrológicas com as quais os ocidentais estão acostumados. De novo, semelhantemente ao nonsense do zodíaco ocidental, alega-se que o ano em que uma pessoa nasce pode afetar sua personalidade e os desfechos de sua vida – como também tendo uma significância quanto a combinar ou não com outras pessoas. Os anos do dragão são os anos particularmente “de sorte” para se ter bebês. Então, não surpreende que haja um disparo no número de bebês nascidos a cada doze anos em partes do mundo com população chinesa substancial.

Não, Não é o Leviatã

Para ser mais especifico, 2012 é o ano do Dragão da Água, embora isso não tenha nada a ver com o lagarto comum que carrega esse nome. Tampouco com dragões vivendo no mar. A palavra “água”, constante do rótulo “dragão da água”, surge porque sobreposto dentro deste ciclo de 12 (doze) anos, há um ciclo de 5 (cinco) anos que consiste nos cinco elementos tradicionais chineses: Metal, água, Madeira, Fogo e Terra.2 Estes supostamente transmitem características especificas ou temperamentos ao animal em questão, e/ou a pessoa nascida naquele ano.

Este é também um ciclo comum. Por exemplo, o ano chinês que amplamente sobrepôs-se ao ano 2000 do calendário gregoriano foi o ano do Dragão de Metal. Considerando que 5 x 12 = 60, o ano chinês do Dragão do Metal anterior corresponde em boa parte ao ano gregoriano de 1940. O ano gregoriano que será largamente sobreposto com o próximo ano do Dragão da Água, o qual seria daqui há 60 anos, será 2072.

As 12 Criaturas

Comentamos antes (veja o artigo em inglês Crouching tiger, hidden dinosaur) sobre o fato intrigante que 11 dos 12 animais desta lista são os que estão bem vivos no mundo atual. Dentre eles, somente um parece estar desaparecido da lista nominal de animais que nos rodeiam hoje — o dragão. A visão secular de dragões é que eles são puramente mitológicos. Mas por que 11 seriam reais, e somente um deles um mito?

O raciocínio secular de que dragões são puramente mito funciona assim:
  1. Eles não estão ao nosso redor hoje, pelo que alguém pode dizer racionalmente.
  2. Não há nada parecido com qualquer dragão entre os fósseis digamos, da Era do Gelo, um tempo no qual todos concordam que já existiam pessoas.
  3. Portanto, a história sobre dragões jamais poderia ser baseada no fato de alguém ter verdadeiramente visto um.

Agora nos deparamos com um problema, é que existem criaturas no registro fóssil – muitas delas – que poderiam facilmente levantar histórias como as lendas de dragões ao redor do mundo, se pessoas os tivessem testemunhado em vida – a saber, [se tivessem visto] muitos dos dinossauros. Mas de acordo com o dogma de longa data, isso é impossível.

Há muito tempo atrás o advogado/geólogo Lyell empenhou-se conscientemente em enfraquecer Gênesis e seu registro do dilúvio global3 de um ano de duração. De acordo com suas pressuposições uniformitaristas (baseadas na rejeição do catastrofismo diluviano), que moldaram a interpretação dos registros fósseis de hoje, o último dinossauro deve ter morrido muito tempo antes do primeiro humano aparecer na Terra. Normalmente é dito que isso foi há 65 milhões de anos atrás.

Encarando a Questão

O falecido evolucionista, Doutor Carl Sagan, famoso apresentador da série de TV “Cosmos”, encarou com firmeza este enigma que as histórias de dragões representam para evolucionistas e outros adeptos das longas eras. A saber, que tais histórias são encontradas em culturas por todo globo, e são surpreendentemente como vários tipos de dinossauros – os quais se supõem que ninguém jamais tenha visto! Reconhecendo isso muito apropriadamente como um quebra-cabeça a ser solucionado pelos adeptos das longas eras, o Dr. Sagan escreveu um livro sobre essa questão, The Dragons of Eden (“Os Dragões do Éden”). Neste livro ele propôs que de alguma forma, uma parte do nosso cérebro (a qual foi herdada por quaisquer que tenham sidos nossos supostos ancestrais répteis, no cenário evolucionista, e que viveram no mesmo período que dinossauros), tenha retido suas memórias daquilo que aqueles ancestrais viram.

Imagine se alguém sugerisse seriamente que no fundo, nosso cérebro se lembra (sem ser informado), aquilo que nossos ancestrais, que viveram há 500 anos atrás, viram ao seu redor. Considerando aquilo que sabemos sobre os princípios da hereditariedade, o que é bastante nos dias de hoje, isso seria incrivelmente absurdo. Tanto que alguém não poderia imaginar um cientista sério reagindo a tal declaração dando mais que um sorriso perplexo.

Agora imagine que esta idéia que nos leva de volta ao passado, e que nosso suposto antepassado há dezenas de milhões de anos atrás, tenha de alguma forma transmitido à informação visual que seu cérebro processou “de volta então” – passando por todas as gerações intermediárias, até as pessoas da atualidade. Não é difícil entender porque a maior parte dos colegas cientistas de Sagan, mantiveram um silêncio um tanto embaraçoso e provavelmente desejaram que ele tivesse se limitado apenas a astrofísica.

O fato de que ele se esforçou tanto em público para justificar isso, é, no entanto um testemunho da realidade do fenômeno, os dragões da “lenda” realmente se parecem incrivelmente como muitos dos dinossauros da história. E depois existem repetidas menções bíblicas de “dragão(ões)”, como no hebraico (תנין tannyn), que foi traduzido em 1611 na Bíblia King James, antes mesmo que a palavra dinossauro tivesse sequer sido criada na língua inglesa (e também na língua portuguesa, nota do tradutor).

Também há a descrição poética majestosa do Beemote (bestas das bestas), em Jó 40:15. Este “obra-prima dos caminhos de Deus”, usado por Deus para dar a Jó um exemplo de Seu poder criativo, é descrito como a criatura terrena herbívora mais poderosa que Deus já fez. A descrição de sua calda, que se movia como uma poderosa árvore de cedro põe em questão as sugestões de que este era um elefante ou um hipopótamo, dado suas caldas diminutas (a menos que esta descrição fosse restrita somente a cedros de árvores bonsai).

Perda de Evidência

Há também artefatos feitos por homens que retratam dinossauros inconfundíveis, expostos em decorações que são universalmente aceitos como datando de centenas de anos antes que houvesse livros mostrando, a partir de reconstruções fósseis, de como estas impressionantes feras aparentavam ser.

Por exemplo, a colossal aparência realista dos Beemotes de bronze adornando o túmulo de um clérigo do século 15 em uma catedral do Reino Unido; e a escultura de um inconfundível estegossauro nas ruínas de um antigo templo de Angkor Wat, Camboja.

… a razão pela qual o dragão é a única das criaturas no calendário chinês a não estar vivo hoje, não é porque ele é mitológico, mas porque os dragões estão agora extintos.

Finalmente, há a evidência sensacional, agora amplamente aceita como real, de tecido macio em fósseis de dinossauros que se estimam terem dezenas de milhões de anos, um achado que tem sido confirmado repetidamente em uma crescente quantidade de espécimes. Isso inclui transparentes ramificações de vasos sanguíneos, e dentro deles um limo que poderia ainda ser espremido como pasta de dente e contendo óbvias estruturas de células vermelhas de sangue. Sem mencionar a identificação de proteínas como osteocalcina, colágeno e mais, as quais deveriam ter se desintegrado em menos de 65 milhões de anos!

Em resumo, há uma grande quantidade de evidências que apóiam a dedução dos seis dias da criação de Gênesis – que pessoas e dinossauros devem em algum momento terem vivido na mesma Terra ao mesmo tempo.

Portanto, a razão pela qual o dragão é a única das criaturas no calendário chinês que não está viva hoje não é porque é uma criatura mitológica, mas porque dragões estão agora extintos. E a razão pela qual eles foram incluídos em primeiro lugar nesta lista nominal do zodíaco de criaturas vivas, foi porque os dinossauros ainda estavam por aí [vivos, e entre nós] quando as fábulas sobre todos esses doze animais cresciam, há cerca de poucos milhares de anos atrás.

Então Por Que Isto é Importante?

Mais de uma entre sete pessoas no mundo hoje são chinesas, então muitas pessoas sabem sobre o Ano do Dragão. Eu creio que as maiorias dos leitores deste website tanto têm amigos de etnia chinesa ou colegas de trabalho chineses, ou são eles próprios chineses. Nesta era globalizada, vastos números de não chineses também ouviram sobre o Ano do Dragão. Que ótima oportunidade, portanto, para começar uma conversa sobre a razão pela qual esta criatura é a única que parece fora de lugar hoje. O contexto, é claro, é todo sobre a verdade e autoridade da Bíblia e suas reivindicações sob todas nossas vidas.

O Zodíaco Chinês Dá um Excelente “Abertura” para Testemunhar.

Melhor que tentar explicar tudo em um longo monólogo, uma ótima idéia seria fazer perguntas, como o artigo: “Why Not? And Why?” sugere (texto coincidentemente escrito por uma senhora de etnia chinesa). Faça com que as pessoas fiquem intrigadas o suficiente para que elas queiram encontrar respostas sobre, por exemplo, o enigma do dinossauro-dragão que deixou Sagan perplexo. O zodíaco chinês nos oferece uma excelente ‘abertura’. Por exemplo: “Você já se perguntou por que o Ano do Dragão é o único que não se refere a um animal real e vivo?”. Deixe a conversa fluir naturalmente, ao ponto em que você possa perguntar se a referida pessoa estaria interessada em descobrir mais sobre as espantosas evidências de dinossauros na história humana.

E se você não tiver todo conteúdo ao seu alcance (sendo que a maioria de nós não tem), pergunte a eles se vocês podem combinar um momento para assistirem um DVD sobre tudo isso juntos, ou se você pode lhes emprestar um livro sobre este assunto fascinante. Nós temos um grande número de livros e DVDs sobre dragões/dinossauros em nossa loja. Um novo livro que muitos podem não ter lido ainda, é o visualmente deslumbrante Untold Secrets of Planet Earth: Dire Dragons (em português: Segredos Não Contados do Planeta Terra: Terríveis Dragões).

E tendo em vista que este é o Ano do Dragão da Água, (rugindo4 ou não), você pode aproveitar este assunto também. Havia ‘dragões’ na água, não apenas sobre a terra. Répteis marinhos não são dinossauros tecnicamente, mas ao se depararem com alguns deles, termos tais como dragões ou serpentes do mar teriam certamente sido justificados.

De fato, um livro que escrevi há poucos anos atrás, Dragons of the Deep (em português: Dragões das Profundezas), observa muitas criaturas incluindo não somente monstros extintos do oceano, mas as criaturas conhecidas por estarem vivas hoje. Como a lula colossal, capaz de duelar com baleias cachalotes. Assim como dragões, por muito tempo se pensou que a lula colossal fosse uma invenção da imaginação de marinheiros.5 

A Conclusão Final

Qualquer ano é um bom ano para testemunhar a verdade da Bíblia e seu Glorioso Evangelho de Boas Novas. Mas este ano de 2012 (e provavelmente por alguns anos após este, olhando para trás) parece nos proporcionar uma oportunidade especial e fácil para dar um pontapé inicial, em compartilhar o evangelho de Cristo com alguns de nossos amigos e conhecidos, e talvez até com a família. Como um dos meus primeiros pastores disse a sua congregação décadas atrás, sobre pessoas que adoraríamos ver serem salvas: ”Sim, orem por elas, fervorosamente; mas vocês não honrarão a Deus fazendo apenas isso. Ponham asas nas suas orações. Isso significa ir e fazer aquilo que vocês podem fazer para garantir que eles ouçam sobre o Senhor, e Sua grande salvação (Romanos 10:13–16).”

Referências

  1. Algumas fontes datam o inicio da história chinesa antes do dilúvio bíblico, a qual obviamente não pode ser. Mas até algumas autoridades seculares estão se conscientizando que listas dinásticas e de reinados, particularmente aquelas usadas no ‘padrão cronológico’ do Egito antigo, a qual é freqüentemente usada para ‘calibrar’ datas não egípcias, precisam geralmente de redução substancial. Isto é devido a tais coisas como: os adornamentos da duração de reinados, reinos sobrepostos, co-regências entre outras coisas. Retornar ao texto.
  2. Os gregos antigos tinha Ar, Fogo, Terra e Água e ás vezes ainda mais um quinto chamado ‘Aether’* (*céu superior, nota do tradutor). Retornar ao texto.
  3. Suas próprias escritas afirmavam que sua meta era “libertar a ciência [da geologia de] Moisés, (para históricos e documentos, veja creation.com/Lyell) Retornar ao texto.
  4. Apesar de suas raízes provavelmente históricas, o Dragão da Água zodiacal, sendo um acrescido mitológico, não pode rugir, é claro. A licença literal aplicada no título tem como intuito encorajar mais pessoas a ler o artigo, para que elas possam assim serem motivadas a buscar outras fontes por conta. Isso somente terá servido a este propósito se como resultado apenas mais vozes se unirem ao som das multidões reunidas descritas em Apocalipse 19:6, como se ‘o rugir das muitas águas’ ao louvar o Cordeiro de Deus. Retornar ao texto.
  5. Uma seção aborda o melhor candidato para se datar no registro fóssil, a criatura imensa e feroz que habitava nas águas chamada de Leviatã na Bíblia (Jó 41), logo após a seção do Beemote no capítulo anterior. Retornar ao texto.

Helpful Resources

Dragons or Dinosaurs?
by Darek Isaacs
From
US $12.00
Dire Dragons
by Vance Nelson
US $32.00
Hard cover
Dragons of the Deep
by Carl Wieland
US $16.00
Hard cover