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Restos identificados no Idaho levantam grandes questões para antropologistas

Photo: Curt Remingtonsalmon-river-rapids
As correntezas nível 4 de Snow Hole Rapids, Rio Salmon, Idaho, onde o caiaque da sra. Tamosaitis virou.

por Phil Robinson
traduzido por Rodrigo Gomes Toni

Publicado: 4 Fevereiro de 2016 (GMT+10)

Uma notícia reportada por David Rauzi em 29 de Dezembro de 2015 na Imprensa Livre do Condado do Idaho1 descreveu como a mais sofisticada tecnologia de extração de DNA finalmente trouxe a conclusão para uma mistério de 21 anos de idade. Em 1994, presumiu-se que Patricia L. Tamosaitis, 56, havia se afogado em um acidente de caiaque em Snow Hole Rapids no Rio Salmon, Idaho. Após seu caiaque virar, Tamosaitis nunca mais fora vista, apenas partes de seu colete salva-vidas e seu traje de mergulho foram encontrados.

Rauzi reporta:

Dois anos mais tarde, em 20 de julho de 1996, um funcionário da BLM (Bureau of Land Management - Agência de Administração de Terras * órgão federal dos EUA para administração das terras públicas daquele país) encontrou um crânio humano junto a um banco de areia localizado aproximadamente a um terço de milha (cerca de 531 metros)abaixo de Snow Hole Rapids. Mais tarde naquele mês, um professor de antropologia da Universidade do Idaho avaliou o crânio como provavelmente de um Nativo Americano do sexo masculino, de 17 a 20 anos de idade na época de sua morte, cuja ocorrência foi estimada em 20 anos antes. Outro empregado da BLM encontrou um osso úmero na mesma localização do crânio, porém outros restos mortais não foram mais encontrados na área.

“Quais são as chances?” disse o Detetive Johnson, sua indagação sobre a recuperação coincidente de restos mortais tão próximos ao local do acidente. Então, com a dúvida continuamente persistente, junto com as subsequentes melhoras na extração de DNA e ciências forenses desde 1996, ele e a técnica em evidências Amanda Davis enviaram os restos recuperados para o Centro de Identificação Humana da Universidade do Norte do Texas (UNT) em Junho de 2012.

Em Setembro, relatórios iniciais da UNT não eram promissores, Johnson explicou, pois conforme a avaliação forense era improvável o crânio ser o da sra. Tamosaitis, acrescentando que “sua condição erodida (desgastada) e ausência de todos tecidos moles provavelmente requereria muito mais que dois anos em um ambiente ribeirinho”.

“Eu consigo entender parte da confusão deles. Eles subestimaram a força dos rios que nós temos aqui no Condado Idaho”, disse Johnson. Misture a força deles com a decapagem da areia, “E você terá um bocado de erosão”.

Finalmente identificada, mas grandes questões se levantam!

Em 1994 aqueles que a procuravam Tamosaitis, pensaram consideravelmente que ela, após cair do caiaque, ficou presa debaixo de uma grande rocha no meio das correntes de casse IV, e talvez não tivesse sido arrastada rio abaixo como em um caso típico. Então, em 1996, era lógico supor que os restos mortais encontrados poderiam ser dela, mas isso foi descartado pela avaliação antropológica. Agora, comparando o DNA extraído dos restos mortais de 1996 com os três filhos de Tamosaitis provaram que eraa mãe deles. A família finalmente recebera a notícia em Dezembro de 2015 e foi reportado que foi triste, mas alegre ao mesmo tempo, pois foram confortados ao saber o que tinha acontecido com a mãe deles.

Photo: Chuck Morlocksalmon-river-rapids-2
Caiaque virado nas correntezas de Snow Hole Rapids, no Rio Salmon, Idaho.

Enquanto isso é obviamente uma notícia bem recebida para a família, grandes questionamentos se levantam, concernentes a avaliação dos restos mortais pelo professor de antropologia Donald Tyler da Universidade do Idaho. Como poderia um antropologista expert ter confundido um crânio feminino caucasiano de 56 anos de idade, cuja mulher havia morrido dois anos antes, com um crânio masculino de um Nativo Americano, com idade entre 17 e 20 anos, que teria morrido supostamente “a pelo menos 20 anos atrás”?2 Tyler, reconhecido nacionalmente e internacionalmente como um especialista na evolução humana do Sudeste Asiático,3 quando questionado sobre como sua análise fora tão equivocada, declarou “Eu não lembro quais traços me levariam a conclusão de que era um Nativo Americano.”4 Se uma tecnologia de extração de DNA mais sofisticada não tivesse sido desenvolvida, então a avaliação do antropologista especialista talvez ainda seria a referência mais aceita hoje.

Quando um tão grande erro pode ser cometido sobre ossos que têm menos de dois anos de esqueletização, então as pessoas certamente deveriam questionar algumas das bem conhecidas grandiosas reivindicações feitas pela paleantropologia evolucionária. No final das contas, eles estão examinando ossos que são milhares de anos mais velhos e um contexto bem mais longínquo!

Photo: Idaho County Sherriff’s Officepatricia-tamosaitis
Patricia L. Tamosaitis

Outras identificações incorretas

A História tem mostrado que um grande número de ossos nos últimos 100 anos foram incorretamente identificados e usados erroneamente para apoiar a história evolucionária, por exemplo: O Homem de Nebraska, O Homem de Montana, O Homem de Pequim ou Homem de Java II. Mais recentemente foi revelado que ossos e dentes encontrados na Caverna de San Bernardino, Itália, os quais foram classificados como pertencentes ao Homo neanderthalensisem camadas rochosas que se pensavam ter entre 28.000 a 59.000 anos, foram incorretamente assim identificados, e agora foram reclassificados como pertencentes a um homem medieval italiano que viveu nos anos 1400!5 Houve também o engano deliberado do Homem de Piltdown, e mesmo os mais recentes achados em relação aos restos mortais do ancestral humano por evolucionistas, tal como o Homo naledi, continuam a dividir especialistas dentro de seu próprio campo quanto a se ajudam ou não a história da evolução. Como o Paleoantropologista e Professor evolucionista Tim White recentemente destacou, “Discordâncias (entre evolucionistas) são comuns, e a ramificação do hominídeo na árvore da vida permanece um assunto de particular discórdia”.6 A história evolucionária para a origem humana é uma história não demonstrada, sempre em mudança, a qual nada mais é do que um raquítico castelinho de cartas edificado sobre areia.

A Bíblia é clara quanto a origem do homem, tendo sido criado especialmente por Deus, e como todos são descendentes de Adão e Eva. Esta informação, junto com os eventos históricos narrados na Bíblia, tais como o Dilúvio de Noé, dão aos cristãos o cenário o qual pode ser usado para interpretar quaisquer registros fósseis que são encontrados. Para uma discussão mais aprofundada veja: Antropologia e Homens Macaco - Perguntas e Respostas.

Como identificações incorretas ocorrem?

Algumas vezes os especialistas estão errados em suas conclusões porque eles se apressam a elas sem ter conduzido uma investigação completa. Outros não tem ou não consideram todos os dados disponíveis, e quando uma nova informação aparece, a conclusão muda. Aqueles envolvidos nas disciplinas histórico-científicasque aceitam a evolução e tudo o que ela implica estão errados em suas interpretações dos dados, não devido à informação que eles possuem, mas por causa do paradigma filosófico naturalistaque embasam seus processos de pensamento.

'Especialistas', assim como no caso do crânio de Tamosaiti e outros restos mortais, podem estar errados por uma série de razões. Tenha cuidado ao sujeitar sua alma a qualquer autoridade que não seja a Bíblia.

Referências e Notas

  1. Rauzi, D., Restos mortais identificados como vítima que desapareceu praticando rafting em 1994, Idaho County Free Press, 29 de Dezembro de 2015; idahocountyfreepress.com. Retornar ao texto.
  2. Tyler, D., Analysis: Caso No. 9607564. Crânio humano recuperado do Rio Salmon, 28 de JUlho de 1996. Retornar ao texto.
  3. Biografia de Donald Tyler, Universidade do Idaho, uidaho.edu, acessado em 9 de Janeiro de 2016. Retornar ao texto.
  4. Correspondência pessoal com o Professor Donald Tyler, Universidade do Idaho, 17 de Janeiro de 2016. Retornar ao texto.
  5. Benazzi, S., et al., Uma reavaliação dos restos mortais presumidamente de um Neandertal da caverna de San Bernardino, Itália, J Hum Evol. 66:89–94, 2014 | doi: 10.1016/j.jhevol.2013.09.009; sciencedirect.com. Retornar ao texto.
  6. White, T.D., Paleoan: Five’s a crowd in our family tree, Current Biology 23(3):R112–R115, 2013. Retornar ao texto.

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