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Qual idade a Terra aparenta ter?

Mesmo entre aqueles que acreditam que a Terra é ‘jovem’, muitos pensam que ela aparenta ser ‘velha’. Mas isso tem fundamento?

por
Traduzido por Nathan Vinícius Martins da Silva (Considere a Possibilidade)
revisão Saulo Reis/ Daniel Ruy Pereira

Um jovem carpinteiro, que aparentava ter pouco mais do que vinte anos, e que havia recentemente iniciado um trabalho na escadaria do abrigo em minha casa, olhou para mim com receio. “Tudo bem, ” disse ele, “quantos anos vocês acham que a Terra tem? ”

Eu sabia que ele não teve uma base doutrinal Cristã, nada conhecia sobre a bíblia, e tinha sido “doutrinado na crença na teoria da evolução” ao longo de sua vida estudantil. Eu tinha apenas dito a ele que eu trabalhava para um grupo criacionista, e ele ficou curioso. Mas quando ele me perguntou sobre a idade da Terra, eu disse para mim mesmo, “Uh oh, aí vamos nós. ”

Previamente consciente sobre como as pessoas na nossa cultura são condicionadas a crer que a Terra possui milhões de anos de idade, eu me preparei para a rejeição frequente quando eu disse que eu realmente acreditava que “A Terra tem apenas alguns milhares de anos de idade — menos do que 10.000, provavelmente em torno de 6.000 anos. ”

Para minha surpresa ele falou, “Isso é bom. ”

“Por quê? ” Eu perguntei, impressionado.

“Porque, ” ele respondeu, “Eu sempre achei que ela parecesse jovem. ”

Dias depois, enquanto eu refletia sobre este acontecimento, eu percebi que minha própria reação (isso me ocorreu de repente) mostrou que, apesar da minha convicção sólida no relato bíblico, e ainda que existam evidências consistentes que apoiam o modelo criacionista, eu havia me tornado inconscientemente influenciado pela noção de que a Terra, apesar de jovem, parece antiga.

De fato, existem vários crentes na Bíblia que pensam dessa forma. Mesmo na “genuína” literatura criacionista existem algumas tentativas de explicar porque a Terra tem uma “aparência de idade avançada” - em outras palavras, parece antiga.

Porém, é fácil demonstrar que isso não é verdade. Mesmo que a Terra tivesse milhões ou bilhões de anos, ninguém poderia dizer que ela “parece antiga” - ou que apenas uma olhada para as camadas nas rochas e desfiladeiros fosse suficiente para declarar, “Terra antiga! ”. Para justificar esta afirmação, não é nem preciso abordar referências sofisticadas dos filósofos modernos da ciência, que concordam que os fatos não “falam por si mesmos”. Tudo o que precisamos fazer é nos lembrar de que algumas das maiores mentes que já existiram, os pais da ciência moderna – Newton, por exemplo – olharam para a mesma Terra que nós vemos hoje, e não “viram” milhões de anos de idade. Assim como o jovem carpinteiro, um genuíno pensador independente, que tem resistido a doutrinação de nossos tempos, da mesma forma, não “viu” os milhões de anos.

A Terra somente “aparenta ser antiga”, porque todos nós aceitamos de maneira inconsciente o atual sistema de crenças ao avaliar a evidência. Em outras palavras, pode-se dizer que a Terra não aparenta ser antiga nem jovem – tudo depende dos “óculos” pelos quais alguém está vendo (interpretando) a evidência. Ou, abordando de outra forma, é também válido dizer que, olhando para o mundo através das “lentes” da Bíblia (ao invés da lente humanística e evolutiva da nossa cultura), ela “parece jovem” (isto é, milhares, não bilhões de anos de idade).

Resumindo apenas algumas das evidências que são consistentes com um mundo jovem:

1) Os continentes estão erodindo muito rapidamente.

Se os continentes tivessem bilhões de anos de idade, eles já teriam sido completamente erodidos pelo vento e pela água por diversas vezes na atual taxa de erosão. O soerguimento de montanhas e outros processos de “reciclagem” não são nem de perto capazes de compensar isso (1).

2) Não existe hélio suficiente na atmosfera.

Hélio é um gás leve, formado durante o decaimento alfa-radioativo em minerais rochosos. Ele é liberado e entra na atmosfera mais rápido do que consegue escapar da gravidade terrestre (2). Mesmo se Deus tivesse criado a Terra com nenhuma quantidade inicial de hélio, a pequena quantidade na atmosfera precisaria de em torno de dois milhões de anos, no máximo, para acumular. Este tempo é bem menor do que os 3 bilhões de anos de idade atribuídos a atmosfera.

3) Muitos fósseis indicam uma formação rápida, em processos que não requerem longos períodos de tempo.

a) Fósseis comuns.

Existem bilhões de fósseis de peixes em camadas de rocha ao redor do mundo, os quais são incrivelmente bem preservados. Frequentemente, estes fósseis indicam nadadeiras intactas, e frequentemente escamas, o que indica que eles foram enterrados rapidamente e as rochas foram endurecidas num curto período de tempo. No presente, peixes mortos sofrem deterioração o tempo todo. Mesmo num ambiente líquido com condições ideais, ou seja, frio, estéril, livre de predadores e sem oxigênio, estes peixes descartados ficam encharcados de água e se deterioram em questão de semanas (3). Um peixe enterrado rapidamente por sedimento, e que não endurece dentro de poucas semanas, vai ainda, pelo menos, sofrer decomposiçãodevido a ação de oxigênio e bactérias, de forma que as partes mais sensíveis de sua estrutura, tais como nadadeiras, escamas, etc., não poderiam ser preservados. O rápido soterramento desencadeado pelos vários deslocamentos de terra que ocorreram debaixo d'água (correntes de turbidez) e outros processos de sedimentação que ocorreram simultaneamente ao Diluvio de Noé, explicariam não apenas o excelente estado de preservação dos fósseis, mas também o porquê de estes serem encontrados em enormes depósitos, frequentemente cobrindo milhares de quilômetros quadrados.

b) Exemplos especiais.

Diversas vezes nós publicamos nesta revista, exemplos que são particularmente espetaculares, como a mãe ictiossaurea, aparentemente “congelada no tempo” no processo de parto. Outros exemplos são os fósseis de peixes já localizados, que estavam engolindo outros peixes ou com algum peixe ainda não digerido, de forma intacta, dentro de seus estômagos (procure na revista Creation por fotos – nós tivemos apenas uma única permissão para algumas das fotos). Link do artigo original, essa informação pode tirar a atenção do leitor porque ele lembra que é uma tradução)

4) Muitos processos, sobre os quais nós somos ensinados que precisariam de milhões de anos, definitivamente não precisam de períodos de tempo tão grandes para ocorrer.

a) Formação de carvão.

O Argonne National Laboratories demonstrou que o processo de aquecimento da madeira (lignina, um importante componente) junto com argila, sob uma temperatura de 150c (ainda que frio geologicamente), por um período de 4 a 36 semanas, em um tubo selado de quartzo com nenhuma pressão adicionada, é capaz de formar um carvão negro de alto nível (4).

b) Estalactites e estalagmites.

Muitos exemplos já mencionados na revista Creation mostram que as decorações de caverna são formadas rapidamente sob condições ideais. A foto (na revista Creation) é de um túnel em uma mina localizada em Mt Isa, Queensland, Austrália. O túnel tinha apenas 50 anos de idade quando a foto foi tirada.

c) Opalas

Apesar do ensino comum de que são necessários milhões de anos para formar a opala, o pesquisador Australiano Len Cram possui uma opala crescendo em seu laboratório doméstico já por vários anos. Sua opala é indistinguível daquela garimpada no campo, quando vista através de um microscópio eletrônico. Ele foi premiado com um doutorado honorário (por uma universidade secular) devido à sua pesquisa. Tudo o que ele faz é misturar os elementos químicos corretos – sem calor, sem pressão, e definitivamente sem os milhões de anos alegados.

d) Formação de fósseis e rochas.

Cientistas já sabem há muito tempo que o processo de petrificação pode ocorrer rapidamente. Um exemplo é o chapéu-coco “petrificado” que fica em mostra no “The Buried Village”, um museu aberto dedicado à erupção do Monte Tarawera, na Nova Zelândia. A foto (foto 1) mostra um rolo de cercas de arame de tamanho 8, o qual, depois de apenas 20 anos, ficou envolto em arenito sólido, contendo centenas de conchas fósseis. Madeira petrificada também pode se formar rapidamente sob as condições adequadas – um desses processos chegou até a ser patenteado. (5)

Recentemente, foi mostrado que os famosos níveis múltiplos de “florestas fósseis”, localizados no Parque Nacional Yellowstone, foram formados em apenas um evento de atividade vulcânica (6). Sucessivos fluxos de lama transportaram árvores em posição vertical (com exceção da maioria de suas raízes e galhos), de modo que os seus anéis de árvore confirmam seu crescimento contemporâneo.

5) Os oceanos não são suficientemente salgados

Todos os anos, rios e correntes subterrâneas de todo o planeta depositam milhões de toneladas de sal nos oceanos, e apenas uma pequena parte disso retorna à terra seca. Usando as suposições mais favoráveis que justifiquem longas eras para o planeta, a idade máxima absoluta dos oceanos é apenas uma fração pequena dos bilhões de anos de idade já assumidos (7).

Apesar de alguns inevitáveis problemas ainda sem solução num assunto tão complexo (veja abaixo o porquê da datação radiométrica não ser infalível), ainda assim não é difícil estabelecer que:

i) É razoável crer no que o Criador do mundo diz em sua Palavra, a Bíblia, sobre o mundo ter milhares, não milhões ou bilhões de anos de idade.

ii) O fato de que a Terra não aparenta ser antiga e nem jovem – tudo isso depende dos “óculos” através dos quais a evidência é interpretada. Todos nós precisamos estar conscientes do quanto fomos condicionados pela nossa cultura a “ver” aspectos geológicos como “se fossem antigos”.

A Terraéantiga!

Mas vamos exercitar nossas mentes ainda mais. É importante a forma como usamos palavras tais como “antiga” ou “jovem” para a idade da Terra. Eu na verdade penso que a Terra é antiga – muito antiga. Ela tem milhares de anos de idade – ao todo são seis mil. Essa interpretação te surpreende? Meu objetivo é nos fazer pensar sobre o quanto nós temos aceitado um condicionamento cultural ao considerar que mil anos é um período curto de tempo, e que “antigo” sempre significa milhões ou bilhões de anos.

Por essa razão, muitos turistas, quando conhecem o “moinho d'água petrificado” no Oeste da Austrália, ficam extasiados. “Foram necessários apenas sessenta anos para cobrir esta coisa com rocha sólida? ” Sessenta anos, com água transportando calcário dissolvido gotejando dia e noite num objeto, é, na verdade, um período de tempo incrivelmente longo. É a nossa cultura, mergulhada no mito de “tempo profundo”, que nos doutrinou na crença de que um milhão de anos (na realidade, um período de tempo inimaginável) pode ser comparado a “ontem”.

Nós precisamos resgatar nossos conceitos dessa capataz da filosofia secular (veja Colossenses… 2 Coríntios 10:4-5)! A Bíblia discorda dessa forma de interpretação. 1 Crônicas 4:22 se refere aos registros humanos como “antigos”. Mas, é evidente que, do ponto de vista genealógico bíblico, na época em que foi escrito, “antigo” significava não mais do que 4000 anos – certamente não bilhões. Esta compreensão coloca as coisas em perspectiva quando as Escrituras também falam sobre “montanhas antigas” (Deuteronômio 33:15), ou sobre um “antigo” rio (Juízes 5:21) ou ainda quando diz “antiguidade” (Isaías 46:10). Comparando com a “expectativa de vida” de uma pessoa, tais coisas são de fato antigas – milhares de anos de idade. A ideia de “milhões de anos” não é encontrada na Bíblia.

Além disso, a crença nos tradicionais bilhões de anos de idade para o tempo gasto durante a Criação (algo muito comum entre líderes evangélicos), enfraquece o testemunho de Jesus Cristo, o Criador do mundo – veja a direita. Como agravante, essa doutrina coloca a lógica do Evangelho completamente ao avesso, ao colocar os efeitos da Maldição antes da Queda. De acordo com essa crença, morte, espinhos, câncer, sofrimento e derramamento de sangue que teriam ocorrido milhões de anos antes do pecado devem ser aceitos, se os fósseis foram depositados antes dos seres humanos terem sido criados. Esse pensamento distorce a Bíblia, tornando-a contraditória, porque isso colocaria morte, o “último inimigo” (1 Coríntios 15:26) numa Criação que Deus define como “muito boa” (Gênesis 1:31).

Então, da próxima vez que você ouvir alguém dizer que a Terra “parece antiga”, você pode discordar respeitosamente – a Terra pode parecer ter “qualquer idade”, dependendo de como você interpreta a evidência real através do sistema de crenças que você já possui.

E se alguém disser que a Terra é velha – você pode concordar com essa pessoa, contanto que você defina aquilo que você quer dizer como velha – a Terra realmente é velha, bastante velha, antigade fato. Por volta de seis milênios completos já se passaram desde que Deus criou o mundo (um mundo perfeito, agora corrupto devido ao pecado e à Maldição) em seis dias com duração aproximada de 24 horas.

Como explicar as medidas de datação radiométrica

Fatos:

1. TODOS os métodos de datação, incluindo aqueles que indicam uma idade de milhares, em vez de bilhões de anos, são baseados em pressuposições – crenças - não importa o quão preciso estes métodos possam parecer, não é possível comprovar essas crenças, somente aceitá-las pela fé. Por exemplo:

Presumir qual era a quantidade inicial presente de um determinado elemento químico em particular;

Presumir que não houve vazamento destes elementos químicos para dentro ou fora da rocha devido a ação da água;

Presumir que as taxas de decaimento radioativo permaneceram as mesmas ao longo debilhões de anos, dentre outros.

2. Laboratórios de “datação” radiométrica não calculam idade – eles simplesmente medem a quantidade de elementos químicos, e a partir disso inferem a idade, baseados nas suposições básicas.

3. Quando as suposições são testadas por medições feitas em rochas de idade conhecida – por exemplo, ascorrentezas de lava de idade recente – elas muitas vezes falham de forma gritante.

4. Objetos que possuem uma mesma idade, quando testados por meio de diferentes métodos, têm apresentado “idades” que variam num um fator de 1000.

5. A razão pela qual parece haver uma aparente consistência na datação radiométrica é explicada parcialmente devido à tendência comum de que sejam publicados apenas dados que sejam consistentes com a “idade evolutiva”, supostamente já “estabelecida” pelos fósseis. Muitos laboratórios de datação radiométrica preferem inclusive conhecer previamente qual a idade aguardada para o objeto. É difícil encontrar uma razão para isso uma vez que esses métodos são supostamente “absolutos”. Todo o sistema baseado no conceito de uma idade geológica de “milhões de anos” já era difundido, baseado nas pressuposições filosóficas de homens como Charles Lyell e James Hutton, antes que a radioatividade fosse ao menos descoberta. Quando uma idade radioativa contradiz o “sistema”, ela é rapidamente descartada.

6. Se uma idade “radiométrica” e uma idade “fóssil” (evolutiva) são conflitantes, a idade radiométrica é sempre descartada.

Existem outras várias razões pelas quais não se deve aceitar os falhos métodos de datação criados pelos humanos, como a “datação” radioativa, como se tivessem autoridade de oposição ao testemunho claro da infalível Palavra de Deus.

Referências

1. Snelling, A., Radioactive ‘dating’ failure, Creation 22(1):18–21, 2000; Dalrymple, G. e Moore, J., Argon 40: Excess in submarine pillow basalts from Kilauea Volcano, Hawaii, Science 161:1132–1135, 13 de Setembro, 1968.

2. Snelling, A., Radioactive dating in conflict, Creation 20(1):24–27, 1997; Snelling, A., Conflicting ‘ages’ of Tertiary basalt and contained fossilised wood, Crinum, Central Queensland, Australia, CEN Tech. J. 14(2):99–122, 2000. .

Referências

1. Walker, T., Eroding ages, Creation 22(2):18–21, 2000.

2. Sarfati, J., Blowing old-earth belief away, Creation 20(3):19–21, 1998.

3. Zangerl, R. and Richardson, E.S., The paleoecological history of two Pennsylvanian black shales, Fieldiana: Geology Memoirs 4, 1963 citado por Garner, P., Green River blues, Creation 19(3):18–19, 1997.

4. Organic Geochemistry 6:463–471, 1984.

5. Snelling, A., Instant petrified wood, Creation 17(4):38–40, 1995.

6. Sarfati, J., The Yellowstone petrified forests, Creation 21(2):18–21, 1999.

7. Sarfati, J., Salty seas: evidence the earth is young, Creation 21(1):16–17, 1998.

Jesus e a idade do mundo

A “linha do tempo convencional”, tendo como início o suposto “big bang” até o presente, é aceita por muitas pessoas no mundo cristão evangélico, apesar de negarem a evolução. Entretanto, isso colocaria o seres humanos no “fim” da criação (veja diagrama). Mas em várias partes da Bíblia, o Senhor Jesus Cristo, o Criador que se fez carne, deixa claro que isso é errado – os seres humanos estavam lá desde o início da criação. Isso significa que o mundo não podeter bilhões de anos de idade.

Por exemplo, ao abordar a teoria do casamento, Jesus declara em Marcos 10:6, “ Mas no princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea.”

Em Lucas 11:50-51, Jesus disse:

“Para que desta geração seja requerido o sangue de todos os profetas que, desde a fundação do mundo, foi derramado; Desde o sangue de Abel, até ao sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o templo; assim, vos digo, será requerido desta geraçã…rdquo;.

Romanos 1:20 deixa claro que as pessoas podem ver claramente o poder de Deus ao olhar para “as coisas criadas”, e que as pessoas puderam ver isso “desde a criação do mundo”. Não bilhões de anos depois da criação.