O oba-oba do “fóssil de Darwin”
por Don Batten, publicado em
23 maio de 2009.
Foto Franzen et al. (Ref 8)
Ilustração 1 O fóssil bem-preservado de Darwinius
masillae, alvo de uma campanha publicitária orquestrada e barulhenta.
O comprimento, com a cauda, é de cerca de 90 cm.
A ação subitamente orquestrada da mídia sobre este fóssil
é quase inacreditável. Os paleontólogos convidaram até
Michael Bloomberg, Prefeito de Nova Iorque, a comparecer ao “lançamento”
oficial de Ida (o apelido bonitinho do fóssil), quando ele fosse desvendado
– como uma nova escultura de um artista famoso – à reunião
de jornalistas.
Poucos dias após a publicação do artigo científico,
eles anunciaram um livro (The Link), uma página na Internet (The
Link) dedicada à história, e um documentário pela
Atlantic Productions (The Link). Sir David Attenborough escreveu e narrou
uma versão especial para a BBC.1
Eles planejaram tudo isso para o lançamento na imprensa em questão
de dias antes da publicação do artigo. E tudo isso visando o público
leigo.
Attenborough disse: “Esta pequena criatura vai nos mostrar nossa conexão
com todos os outros mamíferos. O elo que se dizia estar perdido… não
está mais.”2
Mas note seu cuidadoso discurso. Os leigos, incluindo muitos repórteres,
ouviram “eles encontraram o elo entre humanos e’símios”,
mas Attenborough quis dizer um possível elo entre primatas e o resto do reino
animal. Essa abordagem ambígua parece ser deliberada, e não’só
por Attenborough. A repetitiva ênfase “O Elo”, com toda a excitação
publicitária, reforça isso. É o mesmo tipo de’tática
desonesta que dizer, em um debate, que evolução significa mudança,
mudança ocorre nos organismos (por exemplo, a perda dos olhos em peixes de
cavernas), portanto a evolução (das moléculas à humanidade)
é um fato.
E’só para completar, neste “ano de Darwin”, eles nomearam
a criatura em homenagem ao herói dos ateus, Charles Darwin: Darwinius masillae.
(Alguém deve estar pensando o que Charles Darwin diria agora, se ele pudesse
– veja Lucas 16:26-31). Como disse Richard Dawkins, Darwin permitiu que ele
se tornasse um “ateu intelectualmente satisfeito”. Essa é a razão
de toda a excitação sobre Darwin, que parece ser a febre do momento,
neste “Ano de Darwin”.
Não acho que já tenha visto afirmações’tão
espalhafatosas sobre um achado fóssil, e olha que já vi algumas, incluindo
a de um dos principais co-autores desse artigo: as declarações de
Philip Gingerich a respeito do Pakicetus, em 1983. Gingerich tinha alguns
fragmentos do crânio de um mamífero do Paquistão, e afirmou
que aquilo era o precursor evolutivo das baleias. Ele embelezou a história
com uma reconstrução artística de como o Pakicetus
(baleia do Paquistão) seria, com pernas tornando-se nadadeiras, um cotoco
de cauda se desenvolvendo e a criatura imaginária mergulhando para caçar
peixe. Bonitinho… Gingerich afirmou que aquilo era “perfeitamente intermediário,
um elo perdido entre os primeiros mamíferos terrestres e as baleias completamente
formadas”. Com uma afirmação assim’tão forte e
confiante vinda de um especialista, quem poderia duvidar que a evolução
era verdadeira? Sete anos depois, outros paleontólogos publicaram um artigo
descrevendo o restante do Pakicetus e, agora, o fóssil quase completo
mostrou que a imaginação de Gingerich realmente o deixou na mão
e o animal não era o elo perdido que ele esperava.
Aparentemente muitos paleontólogos gostam desse gênero de comportamento
publicitário “ultra-afobado” a favor de um conto-de-fadas evolucionista,
porque eles recentemente elegeram Gingerich como presidente da Associação
Americana de Paleontologia (em inglês, American Paleontological Association).
Gingerich comparou o achado de Ida à descoberta arqueológica da Pedra
de Roseta (o que finalmente permitiu o deciframento dos hieróglifos egípcios)!
Seus colaboradores neste artigo juntaram-se alegremente à bagunça
publicitária. Em uma entrevista televisionada, o co-autor Dr. Jørn
Hurum disse: “É realmente muito difícil dizer exatamente quem
deu origem aos humanos naquela época, mas melhor que isso é difícil…”
De acordo com o ScienceNews, Hurum disse, “Este é o primeiro
elo de todos os humanos… realmente um fóssil que liga o mundo todo.”2
E, “É o equivalente científico do Santo Graal. Este fóssil
provavelmente será aquele que estará nos livros didáticos pelos
próximos 100 anos.”3
Hurum tem uma reputação, na Escandinávia, de aparecer frequentemente
na televisão e rádio para promover seus pontos de vista sobre evolução
e paleontologia.4 Na coletiva
de imprensa com os pesquisadores, um jornalista perguntou sobre a conveniência
de todo o barulho sobre uma suposta descoberta científica e Hurum disse ao
The New York Times: “Qualquer popstar faz a mesma coisa.
Precisamos começar a pensar em fazer isso em ciência.”
Hurum também comparou o achado à descoberta da “arca perdida
da arqueologia”5,
enquanto que o co-autor Jens Franzen exaltou-o como “a oitava maravilha do
mundo”.3 Caramba!
As afirmações
Um artigo no New York Daily News resumiu as alegações da
seguinte forma [a numeração é adição nossa]3:
- “… o elo perdido há muito procurado entre humanos e’símios.
- “… o fóssil da criatura parecida com um lêmure, apelidado
Ida, mostra polegares opostos, como os humanos, e unhas ao invés de garras.
- “…pernas posteriores dão evidência de mudanças
evolutivas que levaram a primatas eretos – um avanço notável
que poderia finalmente confirmar a teoria da evolução de Charles Darwin.”
Comentários
- Para ser justo, os paleontólogos na verdade não disseram que ele era
um elo entre humanos e’símios, mas é compreensível
que os jornalistas tenham interpretado o que eles disseram desse modo.6 Eles estão dizendo que Ida deve lançar
alguma luz sobre o que deve ser a conexão entre o suposto ancestral
evolutivo da humanidade, um primata, e os não-primatas. O Dr. Jens Franzen
disse na coletiva de imprensa, na celebração de “lançamento”,
em Nova Iorque: “Não estamos lidando com nossa tatara-tatara-tatara-avó,
mas talvez com nossa tatara-tatara-tatara-tia-avó.” Note que aqui Franzen
admite que a criatura não é um ancestral dos humanos, então
Ida não é um elo entre humanos e qualquer coisa, nem mesmo entre os
hipotéticos precursores dos primatas em geral.
- Lêmures’têm polegares (hálux) opostos, e unhas ao invés
de garras também, mas quase ninguém considerou que eles tenham algo
a ver com o ancestral do homem. Além disso, como outros primatas, mas não
os humanos, eles o’têm nos seus pés, o que é bom para
agarrar galhos, mas dificulta bastante a postura ereta para andar.
- Note o discurso cuidadoso. Os autores imaginaram certas características que
devem ser relevantes para se andar ereto dez milhões de anos evolutivos atrás.
Eu não encontrei nada no artigo publicado que apoiasse essa conjectura.7 E note que isso “poderia
finalmente confirmar a teoria da evolução de Charles Darwin”.
Ora, isso admite tacitamente que a teoria ainda não foi confirmada, contrário
a muitos outros barulhentos achados fósseis que foram exibidos como “prova”
da evolução (a história da evolução humana tem
sido uma história muito adaptável e, sempre, mutante).
O que eles encontraram?
O artigo científico (8) não contém qualquer uma das declarações
supervalorizadas (acima) que temos ouvido na mídia. Ele descreve um fóssil
excepcionalmente bem-preservado de uma criatura parecida com um lêmure (95%
completo), o que é bem incomum para fósseis primatas.
Os autores do artigo não encontraram o fóssil. O Dr. Jørn Hurum
convenceu a Universidade de Oslo a comprar a parte principal, de colecionadores
particulares (custou um milhão de dólares!). Isso significa que a
tafonomia (os exatos locais e situação) do fóssil não
é conhecida com certeza, embora ele tenha aparentemente vindo do Messel Pit,
na Alemanha, que já é bem-estudado. Quando coletado em 1983, os colecionadores
o partiram em duas peças e soldaram-nas separadamente. A metade inferior
acabou em um museu particular em Wyoming, EUA, e foi estudado por Jens Janzen (co-autor
do artigo em questão), no começo dos anos 90. Ele percebeu que houve
algum tratamento nele, a fim de fazê-lo parecer o mais completo possível.
Os pesquisadores conseguiram juntar as duas partes para estudar. Usaram raios-X
para distinguir o fóssil verdadeiro das partes adulteradas.
Com um fóssil’tão completo, grande parte do artigo se ocupa
com uma descrição detalhada. O fóssil tem um padrão
corpóreo básico e unhas e polegares como os dos lêmures, mas
faltam duas características que’são exclusivas aos lêmures:
uma pequena garra sobre a unha e um dente afagador (N.T. tradução
aproximada – uma fileira de dentes fundidos), usados para afagar outros membros
da comunidade. Portanto, não se trata de “apenas um lêmure”.
Não há nada no artigo que apóie as bizarras declarações
feitas ao público leigo. A única seção relevante inclui
uma tabela e discussão que afirma que a criatura tem mais similaridades à
subordem primata Haplorrhini (que inclui os’társios, macacos,
chimpanzés e humanos) que à outra subordem, Strepsirrhini
(que inclui lêmures, lorisídeos etc). Porém, os autores classificaram
o Darwinius como pertencendo a Strepsirrhini e disseram que não
defendem nenhuma outra forma. Estranho… Talvez tenham dito isso para passar
pelos revisores, porque uma proposta de mudar o grupo que inclui Darwinius
(Infraordem Adapformes), de uma subordem dos primatas para outra, certamente
seria controversa, bem como muito difícil de justificar. Mas, com a festa
pública da mídia orquestrada, um atraso na publicação
do artigo seria constrangedor. Todavia, a alegação de Ida ser totalmente
relevante para a história evolutiva das origens humanas depende que os autores
estabelecessem justamente o que eles rejeitaram expressamente em seu artigo.
Além disso, não há absolutamente nenhum outro fóssil
que ligue o Darwinius, ou seus parentes, a humanos ou mesmo a qualquer
dos supostos ancestrais evolutivos do homem. Há uma lacuna de uns 40 milhões
de anos evolutivos!
Desenho por Bogdan Bocianowski. Veja a Ref. 8.
Ilustração 2 Reconstrução de como seria
o Darwinius masillae. Encomendado pelo paleontólogo, não
apóia o barulho da mídia sobre sua relevância para a evolução
humana; é muito parecido a criaturas existentes hoje.
Olhando para o fóssil e a reconstrução do artista, me impressiona
que a aparência seja’tão irreconhecível. Se você
visse essa criatura na floresta, você pensaria que é um lêmure,
ou algo similar. Deveria ser do interesse dos evolucionistas que algo que eles dizem
ter 47 milhões de anos de idade seja’tão parecido aos primatas
modernos como os lêmures.
Evolucionistas estão céticos com relação a esse oba-oba
Interessante que vários evolucionistas estão
criticando o oba-oba sobre este fóssil. Ann Gibbons, em um comentário
no ScienceNow,9
criticou:
“É um espécime extraordinariamente completo, maravilhoso, mas
não está nos dizendo muita coisa que já não saibamos”,
disse a paleoantropóloga Elwyn Simons da Duke University em Durham, Carolina
do Norte.
“‘Este é o elo primário de todos os humanos’, disse
Hurum à coletiva de imprensa.
“Muitos paleontólogos não estão convencidos. Eles apontam
que a análise de Hurum e Gingerich comparou 30 traços do novo fóssil
com primatas inferiores e primitivos, quando a prática padrão é
analisar 200 a 400 traços e incluir antropóides do Egito e os novos
fósseis de Eosimias, da Ásia, ambos os quais foram esquecidos
na análaise do artigo. ‘Não há análise filogenética
para apoiar as alegações, e os dados’são selecionados’,
diz o paleontólogo Richard Kay, também da Duke University. Callum
Ross, uma paleontóloga da Universidade de Chicago em Illinois, concorda:
‘Suas alegações de que este espécime seria classificado
como um haplorhine é insuportável à luz dos modernos
métodos de classificação.’”
[Nota nossa: Brian Switek, escritor de ciências, no The Times online
de 26 de maio, criticou o oba-oba em cima de Ida. Mencionando outras descobertas
superestimadas (um mamute e um réptil marinho), ele escreveu, “Mamutes
congelados e répteis marinhos gigantes’são fascinantes, mas
não estão no cerne da guerra cultural entre criacionismo e evolucionismo
do jeito que um potencial ancestral humano está. É por isso que eu
desejo que se tenha mais cautela em promover Ida… Compará-lo ao santo
Graal e à Arca Perdida apenas agrava o problema; os criacionistas, sem dúvida,
afirmam que essas metáforas revelam que a evolução é
uma religião com suas próprias relíquias.” Isso mostra
que a preocupação dos evolucionistas sobre o oba-oba de Ida não
necessariamente origina-se de exatidão, mas da compreensão de que
isso será um tiro no pé na “guerra cultural”, que é
na verdade a guerra contra o Deus da Bíblia.]
Preservação em xisto?
O fóssil foi preservado em xisto. O xisto de Messel também tem muitos
outros fósseis interessantes e bem-preservados. Ele supostamente se formou
no assoalho de um lago criado por atividade vulcânica. Este assoalho, “cheio
de água, aparentemente, de um jeito ou de outro, acumulou gases
que envenenaram os animais individualmente, episodicamente ou periodicamente [refs].
O resultado é uma fauna diversa de insetos, peixes, anfíbios, répteis,
pássaros e mamíferos excepcionalmente bem-preservados [refs] (8, grifo
nosso).” É de quebrar a cabeça pensar que gás poderia
ter matado tantas criaturas em episódios repetidos. ScienceNews
disse:
“Os cientistas acreditam que ela foi derrubada pelo dióxido de carbono,
enquanto bebia do lago Messel: as águas paradas do lago eram frequentemente
cobertas por uma camada de gás resultante das forças vulcânicas
que formaram o lago e que ainda estavam ativas. Impedida por seu punho quebrado,
Ida ficou inconsciente, caiu dentro do lago e afundou até o assoalho, onde
as condições únicas preservaram-na por 47 milhões de
anos.”2
Há muito barulho por quase nada além de um fóssil muito bem
preservado, pelo qual pagaram muito dinheiro.
Há uma mistura de fósseis de criaturas terrestres e aquáticas.
O dióxido de carbono matou os peixes também? Deveria ter havido um
período prolongado no qual o dióxido de carbono cobria as águas,
a fim de desoxigená-la e os peixes morrerem. E estes peixes inchariam e flutuariam,
o que não contribui em nada para que fossem soterrados e preservados (fossilizados).
Ademais, como poderiam as criaturas ser então preservadas em tantos detalhes,
com a lenta acumulação de sedimentos no lago, mediante a abordagem
evolucionista de longo tempo para a geologia? Até mesmo a silhueta da carne
de Ida está preservada, e restos de sua última refeição
(frutas e folhas).
Wikipedia commons
Ilustração 3 Um fóssil do xisto oleoso de
Messel – um morcego que é muito similar aos micromorcegos atuais.
Este poderia ser outro exemplo de soterramento catastrófico associado ao
Dilúvio de Noé. Estudos recentes’têm mostrado como rochas
de granulação fina, como o xisto, podem se formar muito rapidamente,
contrariamente às noções evolucionistas atuais.
Estase
Muitos outros fósseis interessantes e bem-preservados’têm sido
encontrados no’sítio fossilífero de Messel. Alguns dos mais
bem-preservados’são claramente identificáveis, como um morcego,
que é claramente um morcego – um micromorcego que provavelmente apresentava
ecolocalização. Peixes encontrados, inclusive bowfins (amídeos),
percas, peixes-agulha e enguias. Répteis, inclusive crocodilos, aligátores,
tartarugas e uma cobra. E há até alguns pássaros e mamíferos.
Considerando os supostos 47 milhões de anos de tempo, a similaridade de tantas
dessas criaturas com os sobreviventes atuais falam de estase – criaturas reproduzindo
“segundo a sua espécie”, não evolução.
Resumo…
Infelizmente, os ingênuos serão arrogantemente convencidos de que a
evolução explica nossas origens, e, portanto, não’têm
necessidade de um Criador. Mas há muito barulho por quase nada além
de um fóssil muito bem-preservado, pelo qual pagaram muito dinheiro. No Ano
de Darwin, os evolucionistas, especialmente os ateus, vão com muita sede
ao pote, empurrando a evolução ao público. Se isso é
o melhor que eles’têm, os criacionistas que creem na Bíblia não’têm
nada a temer.
Nota do Tradutor: Essa tradução foi muito difícil e trabalhosa.
Fiz o melhor que pude, tentado adaptar o estilo ao nosso estilo "blogueiro". Por
isso, correções daqueles que entendem melhor de anatomia, anatomia
comparada e paleoantropologia serão muito bem-vindos!
Referências
- The Film: A major documentary film on Ida and her place in
our history; Disponível em:
http://www.revealingthelink.com/more-about-ida/the-film. Regresar
al texto.
- Common Ancestor of Humans, Modern Primates? “Extraordinary”
Fossil Is 47 Million Years Old, ScienceDaily, 19 May 2009. Disponível em:
http://www.sciencedaily.com/releases/2009/05/090519104643.htm.
Regresar al texto.
-
http://www.nydailynews.com/news/us_world/2009/05/19/2009-05-19_missing_link_found_fossil_of_47_millionyearold_primate_sheds_light_on_.html#ixzz0G934GaPW&B
Regresar al texto.
- Meet Jorn Hurum, The Man Who Found The Missing Link Or Ida,
The 47 Million Year Old Fossil;
http://www.softsailor.com/news/3220-meet-jorn-hurum-the-man-who-found-the-missing-link-or-ida-the-47-million-year-old-fossil.html,
postado em 20 maio 2009. Regresar al texto.
Regresar al texto.
- Fossil frenzy, The Scientist.com,
http://www.the-scientist.com/templates/trackable/display/blog.jsp?type=blog&o_url=blog/display/55725&id=55725,
21 maio 2009. Regresar al texto.
- Até mesmo o The Scientist, que você
deve achar que normalmente tomaria cuidado em não usar um discurso’tão
ambíguo, referiu-se ao Darwinius masillae como “nosso novo
ancestral primata de 47 milhões de anos”. Disponível em:
http://www.the-scientist.com/daily/2009/05/21/ Regresar al texto.
- No artigo do periódico, os autores descrevem a interface
superficial do osso astrágalo com a fíbula (o osso da panturrilha)
como sendo saturada. Eles afirmam que isso é uma característica da
subordem de primatas que inclui macacos, chimpanzés e humanos (não
apenas humanos). Eles também admitem que não há mamíferos
não-primatas que tenham uma saturação angular semelhante (p.17-18).
Regresar al texto.
- Franzen J.L., Gingerich P.D., Habersetzer J., Hurum J.H.,
von Koenigswald W., et al., Complete primate skeleton from the Middle Eocene
of Messel in Germany: Morphology and Paleobiology. PLoS ONE 4(5):
e5723 DOI:
10.1371/journal.pone.0005723, 2009. Regresar al texto.
- Gibbons, A., “Revolutionary” Fossil Fails to Dazzle
Paleontologists, ScienceNOW Daily News, 19 maio 2009; Disponível
em:
http://sciencenow.sciencemag.org/cgi/content/full/2009/519/1?etoc
Regresar al texto.
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