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Olhos esplêndidos!

Melhores que qualquer câmera–a resposta do olho à luz

Autor: David Catchpoole e Jonathan Sarfati
Tradutor: Daniel Ruy Pereira (Considere a Possibilidade)

eye

Quando você sai de uma sala escura para um lugar ensolarado, seu olho mecanicamente encolhe a pupila, diminuindo a quantidade de luz que nele penetra. De fato, o olho funciona maravilhosamente, por uma extensa variedade de intensidades luminosas, isto é, da escuridão intensa à luminosidade intensa.

Alcance dinâmico

O olho pode detectar um simples fóton de luz, a luz mais tênue possível. Apesar de alguns evolucionistas alegarem que o olho é mal projetado, é impossível melhorar esta sensibilidade! Mas o olho também pode trabalhar com 10 bilhões de fótons; ou seja, seu alcance dinâmico é de 10 bilhões para um.

Os modernos filmes fotográficos têm um alcance dinâmico em torno de apenas 1000 para um. Além disso, um dos autores (Jonathan Sarfati) realizou sua pesquisa de doutorado usando fotodetectores de última geração. Não obstante, eles eram tão delicados que precisavam de proteção contra intensidades de luz maiores que as normais; por isso usavam-se filtros que permitiam a entrada de apenas um milionésimo de luz; caso contrário, o fotodetector acabaria inutilizado. Modelos mais modernos têm um sistema de desligamento automático. Já o olho se ajusta facilmente a um alcance muito maior, sem precisar de um mecanismo de auto-desligamento.1

Maquinaria automática

eyes

A maneira mais conhecida de adaptação do olho à variação da intensidade da luz é a íris, que é a parte colorida do olho. Quando em luz intensa, os músculos se contraem e fecham a pupila, deixando passar menos luz. Quando em pouca luz, outros músculos expandem a pupila.

Contudo, os bioquímicos Craig Montell e Seung-Jae Lee descobriram que não é só o movimento de expansão-contração da íris que conduz esse processo; também está envolvida uma maquinaria microscópica. Eles examinaram os olhos das moscas-das-frutas (Drosophila melanogaster), que têm proteínas e células fotodetectoras semelhantes às nossas.

Essas células possuem as proteínas fotodetectoras na região basal. Mas outra proteína, chamada arrestina, move-se no interior da célula em resposta à luz.

Em situações com pouca luz, a arrestina fica em  “stand-by”. Mas em situações opostas (com muita luz), ela se move e, então, pode se ligar e “acalmar” a proteína detectora de luz, protegendo-a.

Essa proteína não apenas flutua no citoplasma. Mais que isso, ela é movimentada rapidamente por uma proteína motor, a miosina, sobre os “trilhos” do citoesqueleto. A miosina e a arrestina são “grudadas” por lipídeos adesivos específicos.2

Dr Montell explica que, “Para a célula se adaptar apropriadamente à alta intensidade luminosa, a arrestina precisa se movimentar. Se não, a célula permanecerá tão sensitiva à luz como estava quando era escuro.3

Acaso ou projeto?

Longe de ser mal projetado, o alcance dinâmico do olho supera o dos melhores fotodetectores produzidos pelo homem. E essa última pesquisa mostra a intrincada maquinaria microscópica por trás dele — existem motor, cola, “calmante” e “trilhos” celulares.

Todas essas características devem estar presentes e coordenadas, ou então o olho ficaria cego em alta luminosidade.4 Portanto, a seleção natural não poderia construir esse sistema passo-a-passo, já que cada passo, isolado, não tem vantagem alguma sobre o passo anterior. Todos os passos devem estar completos.

A Bíblia tem uma resposta muito mais convincente: “…por modo assombrosamente maravilhoso me formaste” (Salmo 139:14) — uma explicação tão óbvia, que os homens “são, por isso, indesculpáveis” (Romanos 1:20).

Referências

  1. O conhecido reflexo de pestanejo, onde nossas pálpebras involtuntariamente se fecham na presença de súbito aumento da intensidade de luz, não é rigorosamente análogo, embora seja um mecanismo de proteção temporária importantíssimo. Porém, veja também a referência 4, abaixo. Return to text.
  2. Lee, S.-J. and Montell, C., Light-dependent translocation of visual arrestin regulated by the NINAC Myosin III, Neuron 43:95–103, 8 Julho 2004. Return to text.
  3. Johns Hopkins Medicine, <www.hopkinsmedicine.org/Press_releases/2004/07_16_04.html>, 2 Setembro 2004. Return to text.
  4. Isso inclui o supra-mencionado reflexo de pestanejo, que deve servir para propiciar tempo suficiente para essas proteções moleculares aqui descritas começarem a funcionar. Return to text.

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