Olhos esplêndidos!
Melhores que qualquer câmera–a resposta do olho à luz
Autor: David Catchpoole
e Jonathan Sarfati
Artigo traduzido de: Creation 30(3):23, jun–ago 2008
Tradutor: Daniel Ruy Pereira.
Quando você sai de uma sala escura para um lugar ensolarado, seu olho mecanicamente
encolhe a pupila, diminuindo a quantidade de luz que nele penetra. De fato, o olho
funciona maravilhosamente, por uma extensa variedade de intensidades luminosas,
isto é, da escuridão intensa à luminosidade intensa.
Alcance dinâmico
O olho pode detectar um simples fóton de luz, a luz mais tênue
possível. Apesar de alguns evolucionistas alegarem que o olho é mal
projetado, é impossível melhorar esta sensibilidade! Mas o olho também
pode trabalhar com 10 bilhões de fótons; ou seja, seu alcance dinâmico
é de 10 bilhões para um.
Os modernos filmes fotográficos têm um alcance dinâmico
em torno de apenas 1000 para um. Além disso, um dos autores (Jonathan Sarfati)
realizou sua pesquisa de doutorado usando fotodetectores de última geração.
Não obstante, eles eram tão delicados que precisavam de proteção
contra intensidades de luz maiores que as normais; por isso usavam-se filtros que
permitiam a entrada de apenas um milionésimo de luz; caso contrário,
o fotodetector acabaria inutilizado. Modelos mais modernos têm um sistema
de desligamento automático. Já o olho se ajusta facilmente a um alcance
muito maior, sem precisar de um mecanismo de auto-desligamento.1
Maquinaria automática
A maneira mais conhecida de adaptação do olho à variação
da intensidade da luz é a íris, que é a parte colorida do olho.
Quando em luz intensa, os músculos se contraem e fecham a pupila, deixando
passar menos luz. Quando em pouca luz, outros músculos expandem a pupila.
Contudo, os bioquímicos Craig Montell e Seung-Jae Lee descobriram que não
é só o movimento de expansão-contração da íris que conduz
esse processo; também está envolvida uma maquinaria microscópica.
Eles examinaram os olhos das moscas-das-frutas (Drosophila melanogaster),
que têm proteínas e células fotodetectoras semelhantes
às nossas.
Essas células possuem as proteínas fotodetectoras na região
basal. Mas outra proteína, chamada arrestina, move-se no interior da célula
em resposta à luz.
Em situações com pouca luz, a arrestina fica em “stand-by”.
Mas em situações opostas (com muita luz), ela se move e, então,
pode se ligar e “acalmar” a proteína detectora de luz, protegendo-a.
Essa proteína não apenas flutua no citoplasma. Mais que isso, ela
é movimentada rapidamente por uma proteína motor, a miosina, sobre
os “trilhos” do citoesqueleto. A miosina e a arrestina são
“grudadas” por lipídeos adesivos específicos.2
Dr Montell explica que, “Para a célula se adaptar apropriadamente à
alta intensidade luminosa, a arrestina precisa se movimentar. Se não, a célula
permanecerá tão sensitiva à luz como estava quando era escuro.3
Acaso ou projeto?
Longe de ser mal projetado, o alcance dinâmico do olho supera o dos melhores
fotodetectores produzidos pelo homem. E essa última pesquisa mostra a intrincada
maquinaria microscópica por trás dele — existem motor, cola, “calmante”
e “trilhos” celulares.
Todas essas características devem estar presentes e coordenadas, ou então
o olho ficaria cego em alta luminosidade.4 Portanto, a seleção
natural não poderia construir esse sistema passo-a-passo, já que cada
passo, isolado, não tem vantagem alguma sobre o passo anterior. Todos os
passos devem estar completos.
A Bíblia tem uma resposta muito mais convincente: “…por modo
assombrosamente maravilhoso me formaste” (Salmo 139:14) — uma explicação
tão
óbvia, que os homens “são, por isso, indesculpáveis”
(Romanos 1:20).
Referências
- O conhecido reflexo de pestanejo, onde nossas pálpebras
involtuntariamente se fecham na presença de súbito aumento da
intensidade de luz, não é rigorosamente análogo, embora seja
um mecanismo de proteção temporária importantíssimo.
Porém, veja também a referência 4, abaixo. Return
to text.
- Lee, S.-J. and Montell, C., Light-dependent
translocation of visual arrestin regulated by the NINAC Myosin III, Neuron
43:95–103, 8 Julho 2004. Return to text.
- Johns Hopkins Medicine, <www.hopkinsmedicine.org/Press_releases/2004/07_16_04.html>,
2 Setembro 2004. Return to text.
- Isso inclui o supra-mencionado reflexo de pestanejo, que deve
servir para propiciar tempo suficiente para essas proteções moleculares
aqui descritas começarem a funcionar. Return to text.
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