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Creation  Volume 19Issue 3 Cover

Creation 19(3):35–37
June 1997

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O Dia Longo de Josué: Realmente aconteceu–e como?

por Russell Grigg

A questão-chave em qualquer discussão sobre o significado de difíceis passagens bíblicas é: “o que o autor quis transmitir?” Josué registra em grande detalhe a ocupação de Canaã por Israel e a distribuição da terra entre as tribos, em torno de 1400 a.C., então o autor está obviamente escrevendo um relato histórico do que ocorreu. A ocasião do dia longo foi durante uma batalha entre os exércitos aliados de cinco reis amorreus e o exército de Israel, no começo da luta.1 Com a ajuda de Deus, os israelitas estavam vencendo a batalha e precisaram de mais tempo neste dia para completar a vitória.

Em Josué 10:11–13 se lê:

Foto stock.xchng

E sucedeu que, fugindo eles diante de Israel, à descida de Bete-Horom, o Senhor lançou sobre eles, do céu, grandes pedras até Azeca, e morreram… Então Josué falou ao Senhor, no dia em que o Senhor deu os amorreus na mão dos filhos de Israel, e disse aos olhos dos israelitas: Sol, detem-te em Gibeão, e tu, lua, no vale de Aijalom. E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos. Isso não está escrito no livro do Reto2 ? O sol, pois, se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quasi um dia inteiro.

Parece que foi ao meio-dia ou depois (hebraico: sol no meio do céu).3 E o autor está nos contando que o sol não procedeu seu rumo por um período de quase um dia inteiro, o que muitos comentaristas dizem ser um período de aproximadamente 24 horas, ao invés de somente um período de 12 horas (nascer e pôr do sol).

Muitas culturas’têm lendas que parecem ser baseadas neste evento. Por exemplo, há um mito grego do filho de Apolo, Phaethon, que interrompeu o curso do sol por um dia. Uma vez que Josué capítulo 10 é histórico, culturas do lado oposto do mundo teriam lendas sobre um dia longo. De fato, na Nova Zelândia o povo Maori tem um mito sobre como seu herói Maui retardou a velocidade do sol antes dele nascer, enquanto os Anais Mexicanos de Cuauhtitlan (a história do império de Culhuacan e México) registra uma noite que continuou por um período prolongado.4

Note que os amorreus eram adoradores do sol e da lua. Essas “divindades” terem sido forçadas a obedecer o Deus de Israel deve ter sido uma experiência devastadora para os amorreus, e esta bem pode ter sido a razão por quê Deus realizou este particular milagre naquele tempo, i.e. próximo ao começo da ocupação da terra de Canaã pelos israelitas.5

Geocentrismo e a lingüagem da aparência

O comando de Josué para o sol se deter não apóia o geocentrismo, i. e., a idéia de que o sol se move ao redor da Terra. A Bíblia usa a linguagem da aparência e da observação.6 Hoje as pessoas fazem exatamente a mesma coisa. Por exemplo, cientistas que preparam as previsões do tempo para TV anunciam as horas do “nascer do sol e do pôr do sol”. De fato, a menção de que a lua também se deteve parecem ambos confirmar a origem divina do relato e do fato de que é a Terra quem se move. Como tudo o que Josué precisou foi luz solar extra, e muitos antigos acreditavam que o sol se movia, e não a Terra, um autor humano de um evento fictício teria precisado se referir somente ao sol parando.

A NASA e o dia perdido

Um rumor que aparece de tempos em tempos é que cientistas “usando computadores” na NASA para checar as posições planetárias descobriram que um dia foi “perdido” na história.

Essa história é um “mito urbano”. A suposta pesquisa parece nunca ter sido publicada–não é de se admirar, porque para fazer tal cálculo seria preciso conhecer as “posições” dos planetas antes de qualquer dia perdido, e depois também. Isso é impossível.

Considerações similares aplicam-se ao livro Joshua’s Long Day [O Dia Longo de Josué], escrito em 1980 por Charles Totten, pretendendo provar que um dia foi perdido, sem reproduzir os seus cálculos. Tais cálculos podem mostrar somente onde o sol e a lua teriam estado a qualquer momento no passado (baseados em suas posições atuais, assumindo que os padrões de movimento não mudaram), não onde eles estavam realmente.

O que realmente aconteceu?

As respostas sugeridas podem ser divididas em três categorias principais:

  1. Muitas formas de refração (curva) da luz do sol e da lua. De acordo com esta perspectiva, Deus miraculosamente causou a continuação da luz do sol e da lua em Canaã por “quase um dia inteiro”. Este ponto de vista se apóia em:7

    1. Foi de luz que Josué precisou, não de uma desaceleração da Terra.
    2. Deus prometeu a Noé que “enquanto o mundo existir… dia e noite não cessarão” (Gênesis 8:22). Isto seria visto significando que Deus prometeu que a Terra não pararia a rotação em seu eixo até o fim da história humana. (Contudo, não pareceria prevenir uma temporária redução na velocidade da rotação da Terra).
    3. Alguma forma de refração da luz parece ter sido o que aconteceu no reino de Ezequias quando a sombra no relógio de sol de Acaz regrediu dez graus (2 Reis 20:11)–um evento que parece ter ocorrido somente na terra da Palestina (2 Crônicas 32:31).
  2. Uma oscilação na direção do eixo de rotação da Terra.

    Isso envolve uma precessão8 do eixo da Terra, oscilando lentamente traçando assim um “s”–trajetória plana ou circular no céu. De igual modo um evento poderia ter feito parecer a um observador que o sol e a lua estavam parados, mas é necessário não ter envolvido qualquer diminuição na velocidade de rotação da Terra.

    Uma sugestão foi que isso foi causado pelas órbitas da Terra e Marte aproximando-se nessa data.1 Um problema é que esses autores postularam uma órbita para Marte diferente da atual, e não há prova de que isso tenha acontecido. Outras sugestões’têm incluído impactos de asteróides na Terra.

  3. Uma diminuição na velocidade de rotação da Terra.

    De acordo com este ponto de vista, Deus causou a diminuição da velocidade da rotação da Terra de maneira que ela fez uma volta completa em quase 48 horas ao invés de 24. Simultaneamente Deus impediu os efeitos cataclísmicos que teriam naturalmente ocorrido, tais como monstruosas ondas marítimas. Muitas pessoas’têm objetado a isso na errônea suposição de que, se a Terra desacelerasse, pessoas e objetos soltos voariam para fora, para o espaço. De fato, a aparente força centrífuga (tendendo a lançar coisas para fora da Terra) é somente um-três centésimos da força gravitacional. Se a Terra parasse de girar (quer subitamente ou não), essa “força” externa cessaria e nós na verdade seríamos segurados mais firmemente pela gravidade.

    A Terra no equador se move a aproximadamente 1.600 km/h (1.000 mph). A velocidade necessária para escapar da gravidade terrestre é próxima de 40.000 km/h (25.000 mph). Se a Terra girasse rápido assim, nós teríamos todos sido lançados no espaço de qualquer modo, indiferentemente se a Terra parasse subitamente ou não!

    E sobre a cinética das pessoas e objetos viajando a 1.600 km/h na Terra? Resposta: Um carro viajando a 100 km/h pode ser parado confortavelmente para os ocupantes em uns poucos segundos; algo viajando a 1.600 km/h poderia ser confortavelmente parado para os passageiros em uns poucos minutos.

    Essa descrição imaginária precisa somente deduzir que Deus desacelerou a rotação da atmosfera, oceanos, e a Terra simultaneamente para prevenir um efeito onda-marítima, e qualquer calor gerado dentro da Terra devido à fricção das camadas líquidas do centro da Terra ainda em movimento. E depois que o longo dia terminou, todo o processo precisaria ser iniciado novamente.

    Certamente não é impossível para Deus fazer tudo isso, apesar de representar uma maior interrupção da ordem natural das coisas com respeito à Terra criada por Deus em Gênesis 1.

Conclusão

O Cristianismo é uma religião de milagres–dos atos criativos de Deus de Gênesis 1 aos maravilhosos eventos de Apocalipse 22. A Bíblia não nos conta como qualquer dessas coisas acontecem, mas sim que Deus quis que elas acontecessem e assim foi. Ele pode usar (intensificando) muitas leis naturais existentes (como no Dilúvio de Noé), ou toda a participação da natureza pode ser excluída (como na Ressurreição). Freqüentemente os efeitos milagrosos existem na intervenção providencial dos eventos naturais (como na abertura que Deus fez no Mar Vermelho por um vento forte que soprou toda a noite–Êxodo 14:21).

Milagres apóiam-se em testemunhos, não em análises científicas. Conquanto seja interessante especular como Deus pode ter operado qualquer milagre bíblico particular, incluindo o dia longo de Josué, no fim das contas aqueles que afirmam ser discípulos de Jesus Cristo (que autenticou o registro divino da Bíblia) devem aceita-los, pela fé.9 Não há uma razão lógica, científica para afirmar, conhecendo um Deus poderoso o suficiente para criar um universo em seis dias, que o dia longo de Josué “não deveria ter acontecido”. Aqueles que rejeitam esse acontecimento’são invariavelmente aqueles que já têm rejeitado a criação em 6 dias por meio do compromisso com as fictícias longas eras do evolucionismo, e’têm deste modo rejeitado a autoridade da Bíblia.

Referências e notas

  1. Donald Patten, Ronald Hatch, Lorenc Steinhauer, The Long Day of Joshua and Six Other Catastrophies. Baker Book House, Michigan, 1973 fornece a data como “cerca de 25 de Outubro de 1404 a.C. Outros comentaristas dão uma data levemente diferente, e. g. C.A.L. Totten, 22 de julho de 1443 a.C. Regresar al texto.
  2. O livro do Reto era uma antiga coleção de poemas escritos em honra aos líderes de Israel (cf. com 2 Samuel 1:17–27). As palavras de Josué ao sol (que parecem estar citadas neste livro) estão em forma de poesia e’são impressas dessa maneira nas versões mais modernas da Bíblia. Este uso da poesia aqui não invalida uma interpretação literal do evento, assim como aqueles Salmos que descrevem eventos na vida de Davi não invalidam a literalidade dos eventos descritos por eles poeticamente. Em qualquer caso, o verso 13b volta à prosa hebraica para descrever o que aconteceu em resposta à oração de Josué. Regresar al texto.
  3. Não faria sentido cedo na manhã da batalha, com um dia inteiro à frente, Josué ter orado por um prolongamento da luz do dia. Regresar al texto.
  4. Immanuel Velikovskym, Worlds In Collision, Dell, Nova Iorque, 1950, p. 61 nota 3. Veja também outras referências históricas para longos dias ou noites neste livro. Regresar al texto.
  5. Em vez de, por exemplo, usar vespas (Êxodo 23:28), ou confundir o inimigo (2 Reis 7:6). Regresar al texto.
  6. Neste contexto, Henry Morris escreve:
    “Todo movimento é movimento relativo, e o sol não está mais “fixo” no espaço do que está a Terra… O meio cientificamente correto para especificar movimentos, portanto, é selecionar um ponto arbitrário de velocidades assumidas como sendo iguais a zero e então medir todas as velocidades relativas aquele ponto. O ponto correto para usar é aquele que é mais conveniente ao observador para os propósitos de seus cálculos particulares. Em caso de movimentos de corpos celestes, normalmente o ponto mais apropriado é a superfície da Terra na latitude e longitude do observador, e este conseqüentemente é o ponto mais “científico” a ser usado. Davi [Salmo 19:6] e Josué são mais científicos que suas críticas em adotar semelhante convenção para suas narrativas.”
    -Henry Morris com Henry Morris III. Many Infallible Proofs: Pratical and Useful Evidences for the Christian Faith. Master Books: Arizona, 1996. pág. 253. Regresar al texto.
  7. Por exemplo, John C Whitcomb, Joshua’s Long Day, Brethren Missionary Herald, 27 de julho de 1963, p. 364-365. Regresar al texto.
  8. Precessão: o movimento do eixo de rotação de um corpo giratório sobre uma linha que faz um ângulo com ele, descrevendo assim um cone. Regresar al texto.
  9. “Dizer que ‘milagres não podem acontecer’ não é uma afirmação científica. É uma fé afirmada exatamente no mesmo nível como quando um cristão diz que ‘Jesus operou milagres’”. Hugh Silvester, Miracles, Eerdmans Handbook to Christian Belief, Michigan, 1982, p. 90. Regresar al texto.

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