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Evolucionando os Jovens1

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Publicado em: 8 de Dezembro de 2016 (GMT+10)
traduzido por Rodrigo Gomes Toni e revisado por Danielle Virgínia Félix

De acordo com a Bíblia, a verdade de haver um Deus Criador é auto-evidente. Portanto, a Bíblia começa, não com qualquer argumento para a existência de Deus, mas simplesmente por uma asserção que “Deus é” e “Ele criou” (Gênesis 1). Similarmente, o apóstolo Paulo ensinou que a realidade da existência de Deus é claramente percebida no mundo em nosso redor (Romanos 1:18-20).

Nascidos Crentes

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Não surpreendentemente, estudos demonstram que crianças têm uma tendência natural a acreditar nisso – a existência de um Deus Criador. Um relatório da Escola de Medicina de Dartmouth (EUA) concluiu que “seres humanos são biologicamente preparados para buscar significado moral e espiritual” e a “capacidade e desejo das crianças por experiências espirituais são em certo grau natas, naturais.”2 De acordo com o Dr. Justin Barret, um pesquisador sênior no Centro de Antropologia e Mente da Universidade de Oxford, crianças jovens têm fé mesmo quando elas não foram ensinadas sobre Deus pela família ou na escola. Mesmo aqueles que cresceram sozinhos numa ilha deserta viriam a crer em Deus, ele sugere.3 A Psicóloga Dra. Olivera Petrovich notou que crianças japonesas espontaneamente atribuem o mundo natural ao trabalho de um Deus criador, mesmo quando isso é contrário às crenças de seus pais e professores.4

Um artigo recente no The Guardian, de autoria de Nathalia Gjersoe, reportou algumas novas pesquisas sobre as crenças de jovens crianças.5 Cientistas notaram duas visões muito específicas, ocorridas instintivamente, as quais ajudam a explicar porque crianças têm uma tendência natural a crer na criação.

A primeira é que tipos diferentes de plantas e animais são distintos uns dos outros, e que uma espécie não se transformará na outra. A segunda é que tudo na natureza foi planejada para um propósito. Significantemente, essas visões são igualmente comuns em crianças de formações religiosas e não religiosas.

Uma Agenda Secular

De acordo com Gjersoe, entretanto, essa situação requer uma solução. Tais crenças, diz ela, “se tornam cada vez mais enraizadas, tornado a instrução científica formal mais e mais difícil conforme as crianças envelhecem”. Surpreendentemente, a Dra Gjersoe insinua que a crença de que um ‘ser supremo’ teve participação em produzir o mundo natural – ainda que tal envolvesse um processo evolucionário – é prejudicial à sociedade. Deveras, ela escreveu “É crítico que o público votante tenha um entendimento claro da evolução. Adaptação por seleção natural, o mecanismo primário da evolução, sustenta uma gama de assuntos sociais tais como resistência a antibióticos, o impacto da mudança climática e o relacionamento entre genes e meio-ambiente”.

O artigo de Gjesoe é tão cheio de equívocos e confusão que, ao fazer uma resposta tal artigo, é difícil saber por onde começar. A idéia de que reconhecer design na natureza obstrui a habilidade de alguém para aprender ciência é claramente contrária aos fatos da história. 6,7 Por exemplo, muitos dos fundadores da ciência moderna foram criacionistas bíblicos que escreveram sobre como suas crenças na criação inspiraram seus trabalhos científicos.8

Ao mesmo tempo, crer na evolução aparenta ter contribuído com nada para o progresso científico. De acordo com o Dr. Marc Kirschner, fundador-presidente do Departamento de Sistemas Biológicos na Escola de Medicina de Harvard, “pelos 100 últimos anos, quase tudo da biologia procedeu de forma independente da evolução, exceto a própria biologia evolucionária. Biologia molecular, bioquímica, fisiologia, não consideram o relato evolucionista de forma alguma.” 9 A seleção natural, de fato, tem um papel na resistência adquirida de bactérias a antibióticos. Todavia, a Dra Gjersoe confundir seleção natural com evolução é um erro crucial que nós temos apontados em numerosas ocasiões. Seleção Natural não pode transformar “micróbios em homens” porque tal coisa não é um processo criativo.

Doutriná-los mais Cedo?

A Dra. Gjersoe acredita que a solução para o ‘problema’ de crianças naturalmente crerem em um Criador é ensinar conceitos evolucionários em uma idade mais jovem. Até recentemente, a evolução não era ensinada nos escolas do Reino Unido até o ano nove (idade de 13 a 14); contudo, seguindo o lobby da Associação Humanista Britânica, a evolução é ensinada a partir do ano 6 (idade 10 a 11). Gjersoe sugere que isso é muito tarde e cita a psicóloga e professora Débora Kelemen que argumenta que, aos dez anos de idade, a cosmovisão criacionista de uma criança “se uniu a um cenário teórico coerente que então se opõe a explicações científicas contraditórias e pode permanecer como a pré-definição padrão ou reação instintiva, mesmo em adultos.” Portanto, elas concluem que pode ser apropriado começar a ‘educação corretiva’ tão cedo quanto o ano 1 (por volta da idade de 5 anos). Por algum tempo, isso é exatamente pelo que Richard Dawkins tem pressionado. 10

Em Provérbios 22:6, nos é dito: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.” Nunca houve, talvez, uma época na história quando esta admoestação foi mais urgente. Os secularistas estão determinados a roubar as mentes e corações de nossas crianças. Inicialmente, eles procuraram doutrinar através da mídia e das universidades. Então, os secularistas progrediram para as escolas secundárias. Agora eles querem nossas crianças a partir de seus anos mais tenros. Porém, não há necessidade nenhuma disso acontecer. Na revista Creation, nós provemos um fluxo contínuo de informações atualizadas desafiando a ‘ciência evolucionária’ e apoiando as crenças criacionistas. Isso possibilita os pais combaterem as mentiras continuamente fornecidas às crianças e a estabelecê-las em uma cosmovisão bíblica e piedosa,divina.

Referências e Notas

  1. Primeiramente publicado no CMI do Reino Unido/Europa - CMI Extra, Junho de 2016. Retornar ao texto.
  2. Bavolek, S.J., Hardwired to connect: the new scientific case for authoritative community, Dartmouth Medical School, 2003; authenticleadershipinc.com/pdf/Hardwired_to_Connect.pdf Retornar ao texto.
  3. Beckford, M., Children are born believers in God (Crianças nascem crentes em Deus), academic claims, The Telegraph, 24 de Novembro de 2008; telegraph.co.uk Retornar ao texto.
  4. Catchpoole, D., Children see the world as ‘designed’! (Crianças vêm o mundo como “planejado”), 16 de Julho de 2009; creation.com/children-see-the-world-as-designed. Retornar ao texto.
  5. Gjersoe, N., Evolution makes scientific sense. So why do many people reject it? (A Evolução faz sentido científico. Então porque muitas pessoas a rejeitam?), The Guardian, 31 de Março de 2016; theguardian.com. Retornar ao texto.
  6. Sarfati, J., The biblical roots of modern science (As raízes bíblicas da ciência moderna), 29 de Setembro de 2009; creation.com/biblical-roots-of-modern-science. . Retornar ao texto.
  7. Stark, R., How the West was Won (Como o Ocidente foi Conquistado), ISI Books, USA, ch. 15, 2014. Retornar ao texto.
  8. Jaki, S.L., Science and Creation (Ciência e Criação), Scottish Academic Press, Edinburgh, ch. 12, 1986. Retornar ao texto.
  9. Dizikes, P., Missing Links, Boston Globe, 23 de Outubro de 2005. Retornar ao texto.
  10. Allen, E., Teach five-year-olds Darwin’s theory of evolution, says Professor Richard Dawkins (Ensinem a teoria da evolução de Darwin a crianças de cinco anos), dailymail.co.uk, 1 de Setembro de 2011. Retornar ao texto.

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